|
•
|
| Amamentar é preciso! |
|
|
|
|
Por Raquel Ferreira, Dietista A propósito da Semana Mundial da Amamentação, a decorrer de 1 a 7 de Agosto, vale a pena recordar que a Organização Mundial de Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de idade e complementado com outros alimentos até aos 2 anos de idade. Contudo, apesar dos benefícios amplamente conhecidos, quer para o bebé, quer para a mãe, dados do ultimo inquérito de saúde indicam que na região de Lisboa e Vale do Tejo o aleitamento materno exclusivo era de 53% aos 3 meses e apenas 27% aos 6 meses. Apesar dos números não serem satisfatórios apresentam, no entanto, um ganho significativo nos últimos dez anos.
Amamentar é uma decisão e uma opção da mulher que deve ser respeitada. Mas também é verdade que muitas mulheres querem amamentar e não são devidamente escutadas, motivadas e acompanhadas. Qualquer profissional de saúde será a favor do aleitamento materno mas nem todos têm disponibilidade e saber especializado para ajudarem as mães (e os pais) a ultrapassarem as dificuldades e inseguranças inerentes, sobretudo depois da saída da maternidade. Hoje sabe-se que não há leites fracos. O leite é sempre de boa qualidade. Quanto muito poderá existir um problema de quantidade, sendo as causas mais comuns da menor quantidade de leite as mamadas pouco frequentes e/ou problemas com a pega e postura do bebé ao mamar. Ambos os problemas são devidos, em geral, à informação incorrecta que a mãe que amamenta recebe. É preciso elucidar os pais que os bebés choram e que nem sempre é com fome, e que nas primeiras semanas é normal o bebé querer alimentar-se de hora a hora, sem que isso coloque em causa a qualidade do leite. Que o stress e o cansaço são causas de baixa produção de leite e que o facto das mulheres da família não terem amamentado não quer dizer que a própria não conseguirá. Que é normal a mulher sentir-se muito cansada nas primeiras semanas mas que o seu corpo se habituará rapidamente. Que os bebés têm picos de crescimento e portanto existirão dias em que têm mais apetite, sem que isso queira dizer que o leite materno esteja a acabar. Que mamar ajuda ao funcionamento do intestino, ainda imaturo, e que muitas vezes os bebés precisam da sucção para aliviarem o mal-estar intestinal. Que os bebés amamentados exclusivamente a leite materno podem estar sem evacuar alguns dias sem que isso seja considerado patológico e muito menos relacionado com a alimentação da mãe. Que são poucos os medicamentos incompatíveis com a amamentação. Que mesmo com febre é possível amamentar, que pode beber 2 cafés por dia e que, em dias especiais, um copo de vinho é seguro. É preciso informar de forma responsável. É preciso que cada mulher, cada família procure a ajuda necessária para ultrapassar as dificuldades, porque elas existem sempre. Ficam a faltar outros apoios, como seja o aumento da licença de maternidade no mínimo para 6 meses, como sejam espaços de amamentação em locais públicos, nomeadamente em centros de saúde, clinicas – e já agora centros comercias Aqui ficam algumas referências práticas: O Guia da Amamentação: 100 perguntas e respostas (Autor: Ariane Brand. Editora: Oficina do Livro) http://www.sosamamentacao.org.pt http://www.amamentar.net/ |
| < Anterior | Seguinte > |
|---|


