| O que é o Índice Glicémico? |
|
|
|
|
Por Vânia Costa, Dietista. Em 1981, Jenkins et al publicaram a primeira Lista de Índice Glicémico com o objectivo de auxiliar o controlo da Diabetes tipo 1 e Dislipidémia.5,6 Os alimentos desta lista eram caracterizados de acordo com a rapidez da digestão e absorção durante o período pós-pandrial.7 Em 1995 foi publicada, no Journal of American Society for Clinical Nutrition, a primeira tabela de Índice Glicémico com cerca de 565 entradas. Após revisão desta tabela foi, em 2002, publicada a mais recente tabela de Índice Glicémico com cerca de 1300 entradas correspondentes a mais de 750 diferentes tipos de alimentos e suas variantes.8
O IG continua a ser, no entanto, um conceito controverso que divide opiniões entre a comunidade científica. No caso da Diabetes, a Associação Americana de Diabetes considera que a utilização de alimentos com baixo IG pode reduzir hiperglicémia pós-pandrial mas não considera a existência de evidências suficientes a longo prazo para recomendar o seu uso como primeira estratégia de aconselhamento dietético.9,10 Em outros países é reconhecido como uma classificação base para glúcidos dos alimentos, sendo descrita como útil, fisiológica e fidedigna.6,8 Na Austrália, as guidelines oficiais para idosos recomendam o consumo de cereais com baixo IG, contendo os rótulos dos alimentos o IG como forma de auxiliar os consumidores a escolherem os alimentos com baixo IG. 8
O Grupo de Estudos de Nutrição da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes, a Associação Canadiana de Diabetes, a World Health Organization Expert Consultation of Carbohydrates e a Associação de Dietistas da Austrália recomendam elevado consumo de alimentos com fibra e baixo IG para doentes diabéticos, em detrimento dos alimentos com elevado IG, como medidas de reduzir a glicémia pós-pandrial e controlo de peso. 8,9,11
Índice glicémico – conceitos base O índice glicémico (IG) é um importante parâmetro que permite avaliar o efeito hiperglicemiante de uma refeição ou de um alimento, ou seja, o poder que o alimento ou refeição têm para elevar a concentração de glucose sanguínea após a sua ingestão.3
Este valor é obtido através da resposta glicémica a uma quantidade fixa de glúcidos (50g) de um “alimento teste” em comparação com a mesma quantidade de glúcidos (50g) de um alimento de referência, que pode ser o pão branco ou glucose, consumido pelo mesmo indivíduo.3,4,12 Os valores de IG são classificados segundo a taxa de absorção dos alimentos (Tabela I). Assim consideram-se que os alimentos com baixo IG têm ligações químicas glucídicas mais fortes, digeridas mais lentamente e consequentemente também a sua taxa de absorção é mais lenta e menor é o efeito na glicémia pós-pandrial. Quando os alimentos têm IG elevado a digestão e absorção é mais rápida produzindo o efeito de hiperglicémia.3
Bibliografia
Vânia Costa Dietista |
|||||||||
| < Anterior | Seguinte > |
|---|



