04-Fev-2012
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Obesidade mórbida afecta cerca de 300 mil portugueses Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
Cerca de 300 mil portugueses sofrem de obesidade mórbida. Os dados foram revelados no Congresso Português de Dietética e Nutrição, que decorreu nos dias 25 e 26 de Setembro, em Lisboa. O debate abordou temas tão prementes como a urgência da adopção de medidas para o combate à obesidade, a influência da publicidade no comportamento dos consumidores, ou a necessidade da prática de actividades desportivas aliadas a uma boa nutrição.

Dedicado ao tema “Emergência de bem nutrir”, o Congresso Português de Dietética e Nutrição teve início no dia 25 de Setembro, no auditório da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL) e contou com a presença de diversas personalidades nacionais e internacionais do sector.

O congresso ficou marcado pelo tema “A Era das Comorbilidades”, composto por uma mesa de reflexão completa que abordou as alterações nos estilos de vida e padrões alimentares da população portuguesa e a importância das equipas multidisciplinares para o tratamento da obesidade mórbida, que de acordo com o cirurgião Jorge Limão, “afecta cerca de 300 mil portugueses”. Este especialista apresentou os diversos tratamentos cirúrgicos disponíveis que visam “curar ou melhorar as comorbilidades, assim como, aumentar a esperança e a qualidade de vida dos doentes ”.

Por sua vez, a psicóloga clínica Maria João Fagundes defendeu que é essencial existir colaboração entre dietética/nutrição e psicologia para a obtenção de melhores resultados em casos de obesidade. Já José Pedro Almeida, da Faculdade de Motricidade Humana, invocou a necessidade de aliar o exercício físico a uma boa nutrição, defendendo que é necessário evitar o sedentarismo, aumentar a intensidade da prática desportiva e quantificá-la, sendo que o ideal é cada pessoa dedicar entre 150 a 300 minutos semanais às actividades desportivas. Zélia Santos, dietista no Hospital Egas Moniz, considera que, “se os consumidores forem exigentes serão criadas respostas por parte das autarquias e governos, para fazer face às suas necessidades”.

Também importante, o painel dedicado ao tema “Comunicação e Marketing em Saúde Alimentar” contou com a presença de Fernanda Santos, da DECO, que focou o seu discurso na temática da publicidade dirigida às crianças, explicando o papel que este meio desempenha nos comportamentos alimentares dos mais novos. A representante da DECO defendeu que “devem existir restrições para balizar a promoção de alimentos e bebidas altamente energéticas, pobres em nutrientes e ricas em gordura e em sal, visto as crianças serem seres altamente vulneráveis e consequentemente influenciáveis”.

A Associação Portuguesa de Dietistas sugere o Menu Equilíbrio
O primeiro dia de trabalhos abordou, ainda, o tema “O impacto da dietética no contexto nacional e internacional”, numa sessão moderada por José Luís Castanheira, da Direcção Geral de Saúde. Neste painel, foi apresentado o Menu Equilíbrio, desenvolvido pela Associação Portuguesa de Dietistas (APD) para a Plataforma contra a Obesidade. Raquel Ferreira, representante da APD explicou que este menu é destinado à restauração em geral e não deve ser visto como “uma massificação, mas como uma opção de escolha entre tantas outras”. No tema “Emergência de bem nutrir” o Alto-Comissário para a Saúde Adjunto, José Maria Albuquerque apelou à emergência da mudança dos hábitos alimentares dos portugueses.

Informações adicionais podem ser encontradas no site www.apd.diets2009.org.
 
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