Alho e cebola podem ajudar a reduzir cálculos renais de colesterol
Estudo recente realizado na Índia sugere que o consumo de alho e cebola pode reduzir a incidência da formação de cálculos renais de colesterol em cerca de 40%. De acordo com os resultados do estudo, publicados no British Journal of Nutrition, o consumo de uma dieta com elevado teor de colesterol levou à formação de cálculos renais de colesterol em ratos, mas a suplementação desta dieta com alho e cebola reduziu a incidência de cálculos.

Os investigadores do India’s Central Food Technological Research Institute (CSIR), Mysore, revelaram também que o alho e a cebola aumentaram a actividade de dois enzimas envolvidos no metabolismo do colesterol: colesterol 7alfa-hidroxilase e esterol 27-hidroxilase. De acordo com o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, cerca de 80% dos cálculos renais estão associados ao colesterol e ocorrem quando o colesterol endurece, bloqueando os ductos biliares.

Uma dieta rica em colesterol é reportada como uma potencial causa de cálculos renais. Os investigadores, liderados por Satyakumar Vidyashankara, verificaram que a administração de uma dieta contendo 0,5% de colesterol – chamada dieta litogénica - durante 10 semanas promoveu a formação de cálculos renais nos ratos.

Os ratos foram divididos em grupos: um alimentado com a dieta litogénica e os outros alimentados com a mesma dieta, mas suplementada com 0,6 e 2% de alho e cebola, respectivamente.

Os investigadores verificaram que a incidência de cálculos renais no último grupo foi reduzida em 15-30%. Para além disso, verificaram também uma redução nos níveis sanguíneos e hepáticos de colesterol nos grupos suplementados, comparativamente ao grupo da dieta litogénica não suplementada.

As especiarias dietéticas do género Allium exerceram uma influência antilitogénica através da redução da hiper-secreção de colesterol para a bílis e do aumento da libertação de ácidos biliares, reduzindo deste modo a formação de bílis litogénica nos ratos experimentais”, concluíram os investigadores.

Fonte: British Journal of Nutrition. Published online ahead of print, November 2008, doi:10.1017/S0007114508118748