Microflora intestinal e diabetes
As populações bacterianas intestinais de pessoas com diabetes diferem das de pessoas sem a doença, revela um novo estudo Dinamarquês que pode abrir um potencial papel para modificar a microflora intestinal com pré e probióticos e melhorar a saúde.

O estudo baseia-se em estudos anteriores, que associaram a microflora intestinal e a obesidade, mas é o primeiro a investigar a microflora intestinal em humanos com e sem diabetes tipo 2.

Os nossos resultados sugerem que os níveis de tolerância à glicose deve ser considerada enquanto se associa a microflora intestinal à obesidade e outras doenças metabólicas em humanos (…) É especialmente importante para o desenvolvimento de estratégias para modificar a microflora intestinal por forma a controlar as doenças metabólicas, uma vez que a obesidade e a diabetes podem estar associadas a diferentes populações bacterianas”, explicaram os investigadores.

Foram recrutados 36 homens com o mesmo intervalo de idades e índice de massa corporal, tendo sido metade dos participantes diagnosticados com diabetes tipo 2.

Os resultados demonstram diferenças significativas em populações intestinais de vários grupos bacterianos. Particularmente, foi observada uma redução na “abundância relativa” de Firmicutes, assim como um aumento na proporção de Bacteroidetes e Proteobacteria em pessoas com diabetes, em comparação com não diabéticos. Verificou-se, também, uma correlação positiva entre o ratio Bacteroidetes/Firmicutes e a redução da tolerância à glicose.

Assumindo que a diabetes e a tolerância diminuída à glicose estão associadas à obesidade, os nossos resultados estão de acordo com evidências obtidas recentemente em pessoas com excesso de peso (…) Para além disso, pode ser esperada uma correlação positiva entre o ratio Bacteroidetes/Firmicutes e o IMC. No entanto, observou-se a tendência contrária, indicando que o excesso de peso e a diabetes estão associados a diferentes grupos de microflora intestinal”, concluíram.

Fonte: PloS ONE, 2010, 5(2)