Carotenóides podem reduzir o risco de cancro da mama em mulheres fumadoras
Estudo recente publicado no European Journal of Cancer sugere que a ingestão aumentada de alfa e beta-caroteno pode reduzir o risco de cancro da mama em mulheres fumadoras. Embora a recomendação dos especialistas seja, obviamente, a cessação tabágica, os resultados sugerem que as mulheres fumadoras podem beneficiar se aumentarem a ingestão de alimentos ricos em carotenóides, especialmente os que apresentam maior teor de alfa e beta-caroteno.

O papel dos carotenóides, e do beta-caroteno em particular, no cancro é controverso, havendo vários estudos que suportam que a suplementação com beta-caroteno pode aumentar o risco de cancro do pulmão em fumadores.

O novo estudo, que seguiu 36.664 mulheres durante quase uma década, indica não haver associação entre os carotenóides dietéticos e o risco de cancro da mama. No entanto, o aumento da ingestão de alfa e beta-carotenos foi associado a uma redução de 60% cancro da mama sensível a hormonas em mulheres fumadoras.

Mais de um milhão de mulheres, a nível mundial, são diagnosticadas com cancro da mama a cada ano, com maior incidência nos Estados Unidos e Holanda. Os tumores receptores hormonais estrogénio e progesterona positivos são o tipo mais comummente diagnosticado nos Estados Unidos. Estes tumores são estimulados a crescer pelas hormonas femininas, estrogénio e progesterona.  Os investigadores verificaram que é biologicamente plausível que os carotenóides possam reduzir o risco de cancro da mama.

Se o potencial efeito protector do alfa e do beta-caroteno contra o cancro da mama é mediado através das suas propriedades antioxidantes, uma associação pode ser mais forte ou limitada para as mulheres que não obtenham outros antioxidantes através de suplementos dietéticos. O efeito protector dos carotenóides pode também ser mais pronunciado entre fumadores uma vez que o tabaco induz o stress oxidativo”, explicaram.

Os investigadores analisaram dados do estudo Swedish Mammography Cohort. Após 9,4 anos, foram documentados 1.008 casos de cancro da mama. Apenas o alfa e o beta-caroteno foram associados ao risco de cancro da mama, e apenas aos receptores estrogénio (ER) e progesterona (PR) em mulheres fumadoras.

Os níveis médios mais elevados destes carotenóides foram associados a uma redução de 68% e 65% do risco de cancro da mama ER e PR entre fumadoras, respectivamente.

Fonte: European Journal of Cancer.