Mistura de edulcorantes revela potencial prebiótico do chocolate
Estudo recente da Universidade de Reading, Inglaterra, revela que a mistura de edulcorantes com baixo valor energético, como o maltitol e polidextrose, quando presente em chocolate, aumenta a microflora intestinal com excelente tolerância. De acordo com os resultados do estudo, publicado no British Journal of Nutrition, as pessoas que ingeriram o chocolate contendo mistura de polidextrose e maltitol revelaram um aumento nos níveis de bifidobacterias e lactobacilos, assim como um aumento da produção de ácidos gordos de cadeia curta (AGCC), todos eles marcadores de actividade prebiótica.

Os fabricantes têm que estar a par das necessidades e fornecer ingredientes alternativos que combinem uma variedade de benefícios para os consumidores. Neste estudo, podemos verificar que, na dose óptima, a mistura de polidextrose pode, não só baixar o valor energético do chocolate, como fornecer efeitos prebióticos ao consumidor. O efeito individual dos edulcorantes na microflora intestinal foi já testado anteriormente, mas este é o primeiro estudo a experimentar misturas dos mesmos. O principal resultado foi que a dose, até 50g por dia, foi tolerada sem quaisquer efeitos adversos ”, explicaram os investigadores.

Os investigadores testaram os efeitos do edulcorante maltitol (Maltisorb, Roquette) e do agente polidextrose (Litesse, Danisco) e do amido resistente (Nutriose, Roquette), como substitutos da sacarose no chocolate.

Participaram no estudo 40 voluntários, distribuídos aleatoriamente para receber leite com chocolate normal, com sacarose, ou formulado com: 22,8g de maltitol, com maltitol e polidextrose, ou com maltitol e amido resistente, durante 14 dias. A dose de chocolate foi duplicada a cada 2 semanas. No fim do estudo, verificou-se que todos os produtos foram associados a aumentos dos níveis de bifidobacterias nas fezes. Mais ainda, a mistura de polidextrose com maltitol foi associada a um aumento significativo dos níveis de lactobacilos após 6 semanas, para além do aumento nos AGCC.

A dose óptima de 34,2g revelou um impacto benéfico na microflora intestinal sem produzir qualquer desconforto abdominal, para além da simultânea redução da ingestão energética associada a este tipo de produtos.

Fonte: Br J Nutr, 2010