01-Ago-2010
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Aleitamento materno previne diabetes tipo 2 Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
O aleitamento materno na infância parece estar associado a um risco reduzido de diabetes tipo 2 na idade adulta, revela um estudo de revisão do Reino Unido.

Se este efeito é atribuído à diferença na constituição do leite materno comparativamente ao leite artificial, ou se o ambiente familiar dos bebés amamentados difere do dos bebés alimentados com leites artificiais, permanece por estabelecer”, afirmou o investigador principal Dr. Christopher G. Owen.

Em qualquer dos casos, o leite materno é “o alimento de eleição na infância, de acordo com inúmeros benefícios de saúde de curto e longo prazo”, acrescentou Owen, da St. George’s University of London.

Uma vez que as evidências de estudos individuais que examinaram a relação entre o aleitamento materno e o risco de diabetes tipo 2 têm sido inconsistentes, Owen e colegas conduziram um estudo sistemático de revisão.

Em sete estudos envolvendo 76.744 indivíduos, aqueles que foram amamentados na infância apresentaram 39% menor risco de desenvolver diabetes tipo 2 na idade adulta. Em seis estudos envolvendo 4.800 indivíduos, os níveis de insulina foram significativamente mais reduzidos em indivíduos não diabéticos amamentados comparativamente a indivíduos não diabéticos alimentados com leite artificial.

Nestes estudos, as concentrações de glicose sanguíneo em jejum não diferiram entre os indivíduos amamentados e os alimentados com leite artificial. No entanto, na infância, o aleitamento materno foi fortemente associado a concentrações mais reduzidas de glicose sanguínea e insulina do que o leite artificial. Níveis elevados de insulina crónicos elevaram o risco de doença cardíaca e exacerbaram os efeitos da diabetes.

Com base nas evidências publicadas, o aleitamento materno pode fornecer um grau de protecção a longo prazo contra o desenvolvimento de diabetes tipo 2, o que pode ser importante a nível da saúde pública”, concluíram os investigadores.

Fonte: Am J Clin Nutr (2006); 84: 1043-1054
 
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