| Azeite pode proteger contra úlceras pépticas e cancro do estômago |
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O novo estudo dos investigadores do Spanish Institute de la Grasa e do University Hospital of Valme revelou que, nas condições in vitro por eles simuladas, o azeite extra-virgem rico em polifenóis desenvolveu efeitos anti-bacterianos contra 8 estirpes de H.pylori, 3 das quais consideradas resistentes a antibióticos. “Estes resultados abrem a possibilidade de considerar o azeite extra virgem um agente quimiopreventivo para a úlcera péptica ou para o cancro do estômago; mas esta bioactividade deve ser confirmada in vivo no futuro”, afirmou o investigador principal Concepcion Romero. Os investigadores revelaram que estudos anteriores demonstraram que o chá verde, o sumo de amora e outros alimentos naturais inibem o crescimento de H.pylori, a única bactéria que consegue sobreviver ao ambiente ácido do estômago e que é considerada como causadora de úlceras pépticas e gastrites. O novo estudo, o primeiro a debruçar-se sobre o potencial papel anti-H.pylori dos polifenóis do azeite, usou experiências laboratoriais para demonstrar que, sob condições simuladas, os compostos fenólicos benéficos do azeite extra-virgem permanecem estáveis no ambiente ácido do estômago durante horas. De facto, os resultados revelaram que, nestas condições simuladas, mais de metade dos polifenóis encontrados no azeite se difundem no meio aquoso dos sucos gástricos. Mais ainda, estes polifenóis demonstraram ter uma grande actividade anti-H.pylori. Os resultados deste estudo podem manter elevado o interesse dos consumidores pelo azeite, originado por outros estudos que associam a dieta à baixa incidência de doença cardiovascular e determinados tipos de cancro. Fonte: In vitro activity of olive oil polyphenols against Helicobacter pylori. Journal of Agricultural and Food Chemistry (2007); 55: 680-686. |
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