18-Mai-2012
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Azeite virgem associado a uma melhor saúde cardiovascular Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail

O azeite virgem, rico em polifenóis, é o melhor óleo vegetal para a saúde cardiovascular, diz o estudo europeu Eurolive.

O interesse relativamente ao azeite, um constituinte chave da dieta Mediterrânica, aumentou significativamente nos últimos anos devido a estudos focando a associação da dieta à menor incidência de doenças cardiovasculares (DCV) e certos tipos de cancro.

A investigação, liderada por Maria-Isabel Covas do Municipal Institute of Medical Research (IMIM), recrutou 200 voluntários saudáveis do género masculino provenientes de cinco países Europeus – Espanha, Dinamarca, Finlândia, Itália e Alemanha – para uma de três intervenções, substituindo as suas fontes de gordura dietéticas por azeite (25 ml) com diferentes teores polifenólicos (2,7; 164 ou 366 mg/kg) durante três semanas.

 
Foi observado um aumento linear nos níveis de HDL-colesterol relativamente ao aumento do teor de compostos polifenólicos do azeite, com diferenças de 0,025; 0,032 e 0,045 mmol/L para os azeites com teor baixo, médio e elevado de polifenóis, respectivamente.
 
O ratio de colesterol total para o HDL-colesterol, referido como o factor de risco lipídico mais específico para as DCV, diminuiu em cerca de 0,3 mmol/L, após cinco anos, nos consumidores de azeite.

“O azeite é mais do que uma gordura monoinsaturada. O seu teor polifenólico pode, também, ser benéfico para os níveis lipídicos plasmáticos e lesões oxidativas”, afirmaram os investigadores.
 
A dieta Mediterrânica, rica em cereais integrais, frutas, produtos hortícolas, peixe e azeite, tem sido associada a uma maior esperança de vida, menor incidência doença cardíaca e protecção contra alguns tipos de cancro. Os seus principais componentes nutricionais incluem beta-caroteno, vitamina C, tocoferóis, polifenóis e minerais essenciais.
 

“Este estudo representa uma peça chave para as recomendações do azeite virgem em relação a outros tipos de óleos vegetais e fornece informação de grandes repercussões para a comunidade, especialmente em populações ou países onde o azeite não é incluído habitualmente na dieta”, referiu o IMIM.

Fonte: Annals of Internal Medicine (2006); 145: 333-341
 
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