18-Mai-2012
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Cafeína pode não estar associada a risco cardíaco Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
Um estudo recente acerca da teoria de que o consumo de cafeína está relacionado com um aumento do risco de determinados eventos cardiovasculares revelou que é verificado um potencial benefício e não um risco. Os investigadores tiveram como objectivo testar a hipótese, bastante difundida, de que a ingestão de cafeína está relacionada com o desenvolvimento de fibrilhação arterial.

A avaliação prospectiva foi baseada em dados do Women's Health Study, um ensaio randomizado que avaliou os riscos e benefícios de uma baixa dose de aspirina e vitamina E na prevenção primária de doença cardiovascular e cancro. As participantes do estudo foram aleatoriamente seleccionadas para receber 100mg de aspirina dia sim dia não, 600 UI de vitamina E, ambos ou placebo.

Participaram no estudo 33,683 mulheres inicialmente saudáveis, com idades inferiores a 45 anos e sem doença cardiovascular no início do estudo. As participantes foram seguidas prospectivamente para a incidência de fibrilhação arterial entre 1993 e 2009.

Foram aplicados questionários de frequência alimentar no início do estudo e em 2004 para avaliar o consumo médio de café e descafeinado, chá, cola e cola descafeinada (normais e light) e chocolate durante o ano anterior. Os investigadores assumiram como teor de cafeína 137mg/chávena de café, 47mg/chávena de chá, 46mg/lata ou garrafa de cola e 7mg/porção de chocolate.

Os resultados revelaram que a ingestão média de cafeína eram de 22, 135, 285, 402 e 656mg/dia, respectivamente.

Durante os 14 anos de acompanhamento, foram identificados 945 eventos de fibrilhação arterial. Após ajustar os dados para a idade, os investigadores verificaram que a taxa de incidência de fibrilhação arterial não estava significativamente associada ao consumo de nenhum dos componentes da ingestão de cafeína (café, chá, cola e chocolate).

O consumo elevado de cafeína não contribuiu para um risco aumentado de fibrilhação arterial nesta coorte de mulheres inicialmente saudáveis. Pelo contrário, o consumo de doses baixas a moderadas de cafeína podem ter um pequeno, mas significativo, efeito protector na ocorrência do evento cardiovascular”, concluíram os investigadores.

Fonte: Am J Clin Nutr 2010; 92: 509-514.
 
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