08-Fev-2012
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Flavonóides associados à protecção contra o cancro do pulmão em fumadores Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
O risco de cancro do pulmão em indivíduos fumadores pode ser diminuído em 50% por uma ingestão aumentada de determinados flavonóides antioxidantes, sugere um recente estudo da UCLA.

De acordo com o estudo, envolvendo 558 pacientes com cancro do pulmão e 837 indivíduos saudáveis, o aumento da ingestão de epicatequina, catequinas e quercetina – presentes no chá e legumes – foi associado a reduções significativas do risco deste tipo de cancro.

O que verificámos foi extremamente interessante; vários tipos de flavonóides estão associados a um risco diminuído de cancro do pulmão em fumadores (...) Estes resultados são particularmente interessantes porque os hábitos tabágicos são o principal factor de risco para o cancro do pulmão”, afirmou o investigador principal Zuo-Feng Zhang do Jonsson Cancer Center, UCLA.

Embora o aconselhamento seja obviamente a cessação ou abstenção tabágica, os resultados sugerem que os indivíduos fumadores podem beneficiar do aumento da sua ingestão de alimentos ricos em flavonóides.

Um em cada 3 Europeus é fumador, enquanto que o cenário nos EUA é de 1 em cada 5. O fumo do tabaco contém mais de 4000 compostos, dos quais 60 são conhecidos carcinogénios. Os níveis de stress oxidativo dos fumadores são significativamente mais elevados comparativamente a não fumadores e, por isso, existe uma maior expoliação nos níveis de antioxidantes do organismo.

Os investigadores da UCLA conduziram um estudo populacional de caso-controlo e utilizaram questionários de frequência alimentar para estimar a ingestão de flavonóides.

Depois de ajustados os resultados para os potenciais factores de confusão, como a idade, sexo, hábitos tabágicos e quantidade-anos de hábitos tabágicos e raça/etnia, foi observado um efeito protector significativo para a ingestão aumentada de epicatequina, catequinas e quercetina. Especificamente, um aumento de 10mg/dia na ingestão de epicatequina reduziu o risco em 36%; um aumento de 4mg/dia na ingestão de catequina reduziu o risco em 51% e um aumento de 9mg/dia na ingestão de quercetina reduziu o risco em 35%.

Por outro lado, não foi encontrada qualquer associação entre a ingestão de flavonóides e o risco de cancro do pulmão em indivíduos não fumadores.

A cessação tabágica é a melhor estratégia de acção para reduzir o risco de cancro do pulmão, mas o aumento da ingestão de fruta, legumes e chá preto e verde não faz mal nenhum”, afirmaram os investigadores.

Fonte: Cancer 2008, 112 (10): 2241-2248.


 
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