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| Consumo diário de chá benéfico para saúde óssea |
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O consumo regular de chá pode levar a melhorias na saúde óssea semelhantes às observadas com o cálcio ou exercício físico, sugere um estudo Australiano. Amanda Devine e colaboradores, da University of Western Australia, revelaram que os níveis de densidade mineral óssea foram 2,8% maiores em consumidores de chá, quando comparados com não consumidores de chá, sugerindo que esta bebida pode contribuir para a prevenção de osteoporose.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a osteoporose afecta cerca de 200 milhões de pessoas. Este número tende a aumentar devido ao envelhecimento da população e à crescente incidência de obesidade.
O estudo envolveu 1.500 mulheres idosas com idades compreendidas entre os 70 e os 85 anos, participantes num estudo prospectivo de 5 anos com objectivo de avaliar os efeitos da suplementação oral de cálcio na ocorrência de fracturas osteoporóticas. O consumo de chá foi quantificado através de anamnese dietética das 24h em 275 participantes, enquanto que todos os participantes completaram um questionário de frequência alimentar relacionado com o consumo de bebidas no fim do estudo. Os investigadores verificaram que a densidade mineral óssea total foi 2,8% mais elevada nos consumidores de chá, em comparação com os não consumidores. Ao longo dos 4 anos, os investigadores observaram que os consumidores de chá perderam uma média de 1,6% da densidade mineral óssea total da anca, enquanto que os não consumidores perderam 4%. “O consumo de chá está associado à preservação da estrutura óssea da anca em mulheres idosas. Estes resultados evidenciam os efeitos benéficos do consumo de chá no esqueleto”, concluíram os investigadores. Os resultados contribuem para um crescente de evidências científicas que associam o consumo de chá a uma série de efeitos benéficos para a saúde, incluindo a redução do risco de determinados tipos de cancro, perda de peso, saúde cardíovascular e protecção contra a doença de Alzheimer. O chá verde contém entre 30 e 40% de polifenóis extraíveis da água, enquanto que o chá preto (chá verde oxidado por fermentação) contém entre 3 e 10%. Estes polifenóis foram identificados pelos investigadores como os compostos potencialmente bioactivos da bebida. “Os flavonóides derivados do chá podem ser importantes na manutenção da densidade mineral óssea, particularmente em mulheres idosas que apresentam baixas concentrações de estrogénio endógeno. Uma recente revisão sugere que os flavonóides do chá verde podem estar associados a aumentos da densidade mineral óssea devido a um potente efeito estimulador da função dos osteoblastos”, explicaram os investigadores. Tem sido demonstrado que um dos principais flavonóides do chá – epigalocatequina-3-galato – aumenta a expressão de genes osteogénicos e a actividade dos marcadores ósseos. “Estes resultados sugerem um efeito estimulador do composto como um possível mecanismo para a densidade mineral óssea associada, verificada em consumidores de chá”, concluíram. Fonte: American Journal of Clinical Nutrition, Oct 2007, 86: 1243-1247 |
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