01-Ago-2010
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Chá verde pode reduzir o risco de cancro oral Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
O consumo de 5 ou mais chávenas de chá verde por dia pode reduzir o risco de cancro oral em mulheres, sugere um novo estudo do Japão.
O estudo seguiu cerca de 50.000 homens e mulheres e verificou que um consumo aumentado de chá verde entre as mulheres diminuiu o risco de desenvolver cancro oral, uma doença com maior proporção de mortes por número de casos do que o cancro da mama, pele ou cervical, com uma taxa de mortalidade de 50%, devido à detecção tardia.

Os resultados, embora não conclusivos, contribuem para um crescente corpo de evidências científicas que associam o consumo desta bebida a uma variedade de benefícios a nível da saúde, incluindo menor risco de certos tipos de cancro, aumento da perda de peso, melhoria da saúde cardíaca e protecção contra a doença de Alzheimer.

O chá verde contém entre 30 e 40% de polifenóis extraíveis da água, enquanto que o chá preto (chá verde oxidado por fermentação) contém entre 3 e 10% destes compostos. Os 4 polifenóis primários encontrados em folhas de chá frescas são o galato de epigalocatequina (EGCG), epigalocatequina, galato de epicatequina e epicatequina.

O Japan Collaborative Cohort (JACC) Study Group, financiado pelos Ministérios da Educação, da Ciência, do Desporto e da Cultura do Japão, analisou o consumo de chá através de um questionário de auto-preenchimento em 20.550 homens e 29.671 mulheres (idade média de 57 anos) em 24 áreas do Japão.

Durante um período de acompanhamento médio de 10.3 anos, foram detectados 37 casos de cancro oral pelos investigadores. Deste total, 20 pacientes morreram, 13 por cancro oral e 7 por outras causas.

Após ajuste para potenciais factores de confusão, como idade, género, hábitos tabágicos e consumo de álcool, vegetais verdes e amarelos, alimentos salgados, fruta e café, os investigadores revelaram que as mulheres que consumiam 5 ou mais chávenas de chá verde por dia apresentavam uma redução de 70% do risco associado, quando comparadas com as mulheres que consumiam entre 1 a 2 chávenas por dia. No entanto, devido ao baixo número de casos de cancro oral no grupo de estudo, esta redução não foi classificada como estatisticamente significativa.

No caso dos homens, não foi observada nenhuma tendência para a protecção contra o cancro oral.

Os investigadores salientaram, contudo, que o estudo apresenta limitações. Sendo um estudo epidemiológico, não foram determinados os teores de polifenóis no chá consumido e não foi desenvolvido nenhum estudo para identificar os componentes activos das bebidas.

A população Japonesa é única na sua longa tradição de elevado consumo de chá verde. São necessários mais estudos epidemiológicos para avaliar a associação do consumo de chá verde e cancro oral no Japão”, concluíram os investigadores.

Fonte: Annals of Epidemiology (Elsevier). Published on-line ahead of print, doi: 10.1016/j.annepidem.2007.04.003

 
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