04-Fev-2012
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Chocolate rico em flavonóis pode proteger a pele contra danos UV Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
De acordo com um estudo recente publicado no Journal of Cosmetic Dermatology, o consumo de chocolate produzido por um método que preserva o elevado teor antioxidantes pode aumentar significativamente a dose eritematosa mínima (DEM) da pele, a menor dose de radiação que é capaz de produzir eritema perceptível em toda a área irradiada e com limites bem definidos.

O estudo contou com a participação de 30 indivíduos aos quais foi fornecido chocolate com elevado teor de flavonóis (produzido por Barry Callebut, utilizando o seu método patenteado Acticoa) ou chocolate com baixo teor de flavonóis, uma receita idêntica mas produzida por um método normal.

Os participantes consumiram uma porção diária de 20g de um ou de outro chocolate e após 12 semanas a DEM do grupo rico em flavonóis foi duas vezes superior ao do grupo baixo em flavonóis.

Embora a DEM seja um marcador da fotoprotecção, os investigadores advertiram que este não é um substituto do protector solar. O factor de protecção da pele conferido por filtros UV como o óxido de zinco e dióxido de titânio é significativamente superior ao que é oferecido por substâncias ricas em flavonóis, pelo que esta é apenas uma medida adicional.

O efeito protector do chocolate é devido ao elevado teor em flavonóis e suas propriedades antioxidantes. “Uma porção de 20g de chocolate contém 660mg de flavonóis, enquanto que uma porção de chá verde contém cerca de 47mg e uma de vinho tinto cerca de 160mg”, explicaram.

O chocolate, mesmo o chocolate preto, produzido por um método normal não tem efeitos antioxidantes tão fortes, uma vez que vários passos no processo de produção, incluindo o calor, reduzem o teor em flavonóis.

O chocolate com elevado teor de flavonóis produzido por este método já existe no mercado, mas dado o seu elevado teor de gordura e açúcar, não contém nenhuma alegação de saúde relativamente ao seu elevado teor de antioxidantes.

Fonte: Journal of Cosmetic Dermatology 2009; 8: 169-173.

 
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