01-Ago-2010
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Combinação de probióticos mais eficaz que estirpe única Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
Uma combinação de diferentes estirpes de probióticos reduz mais eficazmente a capacidade de bactérias potencialmente patogénicas colonizarem o intestino do que estirpes únicas, revela um novo estudo.
O estudo, publicado na revista Food Research International, revela os efeitos de estirpes probióticas comerciais na redução da adesão e colonização de batérias patogénicas a nível intestinal.

Estes resultados sugerem que a combinação de estirpes probióticas pode ser útil e mais eficaz na inibição da adesão patogénica”, afirmou a autora principal Carmen Collado do Functional Foods Forum, da Universidade de Turku. “Os perfis de inibição e translocação foram bastante diferentes, o que sugere que os diferentes mecanismos estão implicados em ambos os processos”.

Os produtos probióticos contendo bactérias “benéficas” são actualmente bem aceites pelos consumidores em muitos países Europeus, com benefícios evidenciados para a saúde intestinal e imunitária.

Os efeitos benéficos a nível da saúde intestinal têm sido associados à adesão de bactérias probióticas às paredes intestinais, inibindo a capacidade das bactérias patogénicas colonizarem o intestino e reduzindo assim a infecção.

Os investigadores avaliaram a capacidade de 4 estirpes probióticas comerciais (Lactobacillus rhamnosus GG; L. rhamnosus LC705; B. breve 99 e Propionibacterium freudenreichii ssp. shermanii JS), tanto sozinhas como em várias combinações, em inibir, translocar e competir com patogénios seleccionados (Bacteroides vulgatus, Clostidium histolyticum, Clostridium difficile, Escherichia coli, Listeria monocytogenes, Salmonella enterica serovar Typhimurium, Staphylococcus aureus).

Os resultados demonstraram que todas as combinações dos diferentes probióticos inibiram a infecção patogénica em cerca de 40%, sugerindo que seriam “excelentes candidatos” para uso em produtos lácteos fermentados.

Estes resultados revelam uma especificidade muito elevada na inibição da adesão e translocação de enteropatogénios por combinações de diferentes estirpes probióticas, indicando a necessidade de uma caracterização, caso a caso, destas combinações”, afirmaram os investigadores.

No entanto, tem que ser tido em conta que são necessários estudos in vivo para confirmar os potenciais efeitos antes de introduzir tais combinações em estudos clínicos”, concluíram.

Fonte: Food Research International, 2007, 40(5): 629-636.
 
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