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| Consumo de peixe associado a QI mais elevado na descendência |
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O consumo superior a 340g de pescado rico em omega-3 por semana durante a gravidez está associado a scores mais elevados de quociente de inteligência (QI), sugere um novo estudo. A investigação é significativa uma vez que contraria as recomendações de consumo de pescado durante a gravidez: as mulheres não devem consumir mais de 340g por semana para evitar a exposição do feto a teores vestigiais de poluentes no pescado, como metilmercúrio, dioxinas e bifenóis policlorados (PCB’s). Este novo estudo, publicado este mês na revista The Lancet, compilou dados de 11875 mulheres grávidas, participantes no Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC). Para avaliar o consumo de pescado foi utilizado um questionário de frequência alimentar, e o desenvolvimento, comportamento e função mental das crianças foram medidos desde os 6 meses até aos 8 anos de idade. “O consumo materno de pescado inferior a 340g/semana durante a gravidez não revelou qualquer protecção das crianças contra efeitos adversos; em vez disso, registámos efeitos benéficos no desenvolvimento das crianças cujas mães, quando grávidas, consumiram mais de 340g/semana”, afirmou o investigador principal Joseph Hibbeln. “Estes resultados demonstram que os riscos da perda de nutrientes eram maiores que os riscos da exposição a teores vestigiais de contaminantes em 340g de pescado consumido semanalmente”. As mulheres foram divididas em 3 categorias com base no consumo de pescado: sem consumo de pescado (12% das mulheres), algum consumo de pescado (1-340g/semana, 65%) e mais de 340g/semana (23%). Depois de ajustados os resultados para 28 potenciais confundidores, os investigadores observaram que o score do QI das crianças cujas mães não consumiram pescado apresentava 50% mais probabilidade de se encontrar no quartil mais baixo. Para as crianças cujas mães consumiam algum pescado, esta probabilidade foi de 9%, quando comparado com as mulheres que consumiam mais de 340g/semana. “O aconselhamento relativo à limitação do consumo de pescado pode reduzir a ingestão de nutrientes necessários para um desenvolvimento neurológico óptimo (...) Outras evidências sugerem que os ácidos gordos omega-3 na gravidez podem ser directamente responsáveis pelos efeitos benéficos aqui demonstrados”, explicou Hibbeln. Os resultados podem requerer um re-pensamento das recomendações actuais uma vez que sugerem que os efeitos benéficos do consume regular de pescado pode compensar os seus riscos. |
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