18-Mai-2012
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Benefícios do peixe excedem os seus potenciais riscos Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail

Um estudo norte-americano foi publicado recentemente com o intuito de dissipar o receio da população relativamente ao risco de contaminação de metilmercúrio, PCB e dioxinas no pescado.

Neste sentido, verificou-se que os benefícios do consumo regular de pescado no risco de doença cardíaca e neurodesenvolvimento excedem os seus potenciais riscos.

O consumo regular de peixe e pescado, particularmente as variedades ricas em ácidos gordos omega-3 DHA e EPA, tem sido fortemente associado a um risco reduzido de doença cardíaca, função neurológica em fetos, assim como vários outros benefícios incluindo saúde ocular.

No entanto, relatórios referentes aos riscos para a saúde humana causados pela presença de contaminantes como o metilmercúrio, PCB’s e dioxinas no peixe têm causado alguma inquietação, embora o US Department of Agriculture afirme que a maioria das pessoas deve incluir uma variada gama de peixe e pescado na sua dieta. No caso de gestantes e lactantes, mulheres que possam vir a engravidar e crianças até aos 12 anos, a USDA diz que a ingestão de cerca de 600g de peixe por semana é segura.

O metilmercúrio é uma forma da natural ocorrência do metal pesado, rapidamente absorvida pelos tecidos e tem-lhe sido conferido um efeito prejudicial a nível da saúde cardíaca e neurológica. Os PCB’s que eram utilizados em processos industriais e comerciais até 1977, mas ainda presentes em fontes alimentares em pequenas quantidades, são considerados carcinogénicos.

Confrontados com opiniões conflituosas e confusas, alguns consumidores decidiram evitar o consumo de peixe. Outros optam por tomar suplementos purificados de omega-3 ou alimentos funcionais (geralmente conotados como purificados ou livres de contaminantes), factor que pode ter contribuído para a explosão destes produtos no mercado nos últimos anos.

O pescado é seguro e deve-se incorporar uma gama variada de pescado na dieta de forma a reduzir o risco de doença cardíaca”, disse Bill Hogarth, director da National Oceanic and Atmospheric Administration’s (NOAA). “O receio de contaminação é exagerado (...) há um maior risco para a saúde quando não se consome pescado, dado que apenas 9% dos PCB’s da dieta provêm do peixe, o restante provém da carne e lacticínios”.

Fonte: JAMA 2006; 296(15): 1885-99

 
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