| Dieta Mediterrânica associada à prevenção da doença de Alzheimer |
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O consumo de uma dieta do tipo Mediterrânico pode melhorar a saúde cerebral e reduzir o risco de desenvolver doença de Alzheimer, sugere um estudo de Nova Iorque. Os investigadores revelaram que uma dieta rica em azeite, tomate, nozes, peixe, vegetais crucíferos e de folha verde escura, fruta e aves pode reduzir o risco de Alzheimer em 40%.
“Os nossos resultados fornecem suporte para futuras investigações acerca do comportamento alimentar baseado em combinações de alimentos para a prevenção deste importante problema de saúde pública”, explicaram os autores. Foram analisados dados de 2148 adultos com idades acima dos 65 anos, sem demência no início do estudo. A avaliação da ingestão alimentar foi feita a cada 18 meses durante 4 anos. Durante este período, 253 pessoas desenvolveram doença de Alzheimer. No fim do estudo, o consumo de uma dieta do tipo Mediterrânico foi associado a uma redução de 38% do risco de desenvolver a doença. Quando analisados os nutrientes específicos, os investigadores verificaram que o padrão dietético era rico em ácidos gordos omega-3 e omega-6, vitamina E e folato e com baixo teor de gorduras saturadas e vitamina B12. Relativamente aos potenciais mecanismos responsáveis pelos resultados, a vitamina B12 e o folato são vitaminas relacionadas com a homocisteína, podendo ter um impacto na doença de Alzheimer pela sua capacidade de reduzir os níveis de homocisteína circulante; a vitamina E pode prevenir a doença pelo seu forte efeito antioxidante e os ácidos gordos podem estar relacionados com a demência e função cognitiva através da aterosclerose, trombose ou inflamação pelo efeito no desenvolvimento cerebral e funcionamento membranar. Fonte: Arch Neurol 2010; 67(6) |
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