| Dieta Mediterrânica associada a diminuição do risco de doença pulmonar |
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O consumo de uma dieta Mediterrânica, rica em fruta, vegetais e peixe, pode reduzir o risco de doença pulmonar crónica obstrutiva (DPCO) em cerca de 50%, sugere um novo estudo de Harvard.
O estudo prospectivo de coorte utilizou dados do Health Professionals Follow-Up Study e investigou o risco relativo de DPCO entre homens com um padrão alimentar Mediterrânico ou com um padrão alimentar Ocidental, rico em cereais refinados, carnes vermelhas e curadas, fritos e doces. A autora principal, Raphaelle Varrasco, afirmou que padrões alimentares semelhantes à dieta Mediterrânica estão associados a uma diminuição significativa do risco de DPCO, enquanto que padrões alimentares Ocidentais estão associados a um aumento significativo de novos casos de DPCO. A dieta Mediterrânica, rica em vegetais, vinho, fruta, frutos secos, leguminosas e cereais integrais, peixe e azeite, tem sido associada a uma maior longevidade, menor incidência de doença cardíaca e protecção contra alguns tipos de cancro. Os principais componentes nutricionais incluem beta-caroteno, vitamina C, tocoferóis, polifenóis e minerais essenciais. “Estes resultados são consistentes com literatura epidemiológica anterior, sugerindo um efeito benéfico dos antioxidantes – particularmente vitamina C e E – na DPCO”, afirmaram os autores. A DPCO afecta principalmente fumadores e é a 5ª maior causa de morte a nível mundial. É caracterizada por uma inflamação crónica no pulmão que leva a uma produção excessiva de muco, a um desenvolvimento excessivo de tecido fibroso (fibrose) e degradação de proteínas (proteólise), para a qual não existe cura. Os investigadores utilizaram dados de 42.917 homens (com idades entre os 40 e os 75 anos) através de um questionário de frequência alimentar com 131 itens. Depois de 12 anos de acompanhamento, foram identificados 111 novos casos de DPCO. Uma maior adesão à dieta Mediterrânica foi associada a 50% de redução do risco de DPCO, quando comparada com uma menor adesão à mesma. Por outro lado, o padrão alimentar Ocidental foi associado a 356% de aumento do risco de novos casos da doença. “A dieta Ocidental é rica em carnes processadas, que contêm um importante composto – os nitritos (...) Os nitritos geram espécies reactivas de nitrogénio, contribuindo para a deterioração progressiva da função pulmonar”, explicaram os autores. Verificaram também que o elevado teor glicémico da dieta Ocidental tem também sido associado a uma função pulmonar comprometida. “Em homens, uma dieta rica em fruta, vegetais e peixe pode reduzir o risco de DPCO, enquanto que uma dieta rica em cereais refinados, carnes vermelhas e curadas, doces e fritos pode aumentar o risco da mesma doença”, concluiram os autores. Fonte: Thorax (British Medical Journal) 2007. |
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