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| Componentes da dieta Mediterrânica associados a maior longevidade |
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O consumo de uma dieta Mediterrânica, rica em vegetais, fruta e frutos oleaginosos, azeite e leguminosas, pode levar a uma maior longevidade, revela um estudo da Grécia.
Os resultados da parte Grega do estudo European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC) sugerem que os cereais e os lacticínios não tiveram uma grande contribuição, enquanto que o consumo moderado de álcool e o baixo consumo de carne foram associados a maior esperança de vida. “Uma análise deste tipo não nos dá resultados universalmente aplicáveis, uma vez que a dieta varia entre as populações e mesmo entre secções da mesma população. Ainda assim, os nossos resultados indicam que o score da dieta Mediterrânica que tem sido amplamente utilizado é um eficaz preditor de mortalidade”, explicaram os investigadores. O padrão dietético da dieta Mediterrânica tem sido associado a maior longevidade, menor doença cardíaca e protecção contra alguns tipos de cancro. Os principais componentes nutricionais da dieta incluem o beta-caroteno, a vitamina C, os tocoferóis, os polifenóis e minerais essenciais. Os investigadores da Universidade de Atenas e da Harvard School of Public Health acompanharam 23349 homens e mulheres gregos saudáveis, com idades compreendidas entre os 20 e os 86 anos, durante 8,5 anos. Ao longo do estudo, foram registadas 652 mortes em pessoas com os menores scores da dieta Mediterrânica, enquanto que nas pessoas com os scores mais elevados foram registadas 423 mortes. “Controlando os potenciais factores de confusão, uma maior adesão à dieta Mediterrânica foi associada a uma redução estatisticamente significativa da mortalidade total”, afirmaram. Quando avaliados os componentes individualmente, verificou-se que 9 contribuíram para os efeitos benéficos, incluindo o consumo moderado de álcool, baixo consumo de carne e produtos cárneos, elevado consumo de legumes, fruta, leguminosas, azeite e frutos oleaginosos e elevado ratio AG monoinsaturados:saturados. No entanto, o consumo de cereais e lacticínios revelou apenas efeitos mínimos e o consumo aumentado de pescado foi associado a um aumento não significativo da mortalidade. Fonte: British Medical Journal |
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