18-Mai-2012
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Avaliação nutricional e composição corporal na DPOC Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail

Composição corporal em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crónica: que método utilizar na prática clínica?

O objectivo deste estudo foi comparar a antropometria, a bioimpedância eléctrica (BIA) e a densitometria (DEXA; dual-energy X-ray absorptiometry) como métodos de avaliação do estado nutricional e composição corporal em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).


Foi conduzido um estudo clínico transversal com 61 pacientes com DPOC (42H; 19M), com idade média de 66,5±7,9 anos e volume expiratório forçado no 1º segundo de 1,3±0,6 L (52,2% do esperado), referidos pelo Pulmonary Rehabilitation Center. Os pacientes foram avaliados em relação ao estado nutricional e composição corporal, determinados através de antropometria, BIA e DEXA.

Cerca de 34,4% dos pacientes revelaram obstrução ligeira, 31,2% obstrução moderada e 34,4% obstrução severa. De acordo com o IMC (24,5±4,5 kg/m2), 45,9% dos pacientes apresentaram peso normal, enquanto que 27,9% apresentaram baixo peso e 26,2% obesidade.

Em relação à massa livre de gordura (FFM; fat-free mass), antropometria e BIA comparadas com DEXA apresentaram elevadas correlações (R = 0,96 e R = 0,95, respectivamente; P<0,001) e elevada fiabilidade entre os métodos (a = 0,98, P<0,001). Relativamente à FFM, foi observado que a antropometria a sobrestima, enquanto que a BIA a subestima, quando comparada com DEXA.

O estudo permite concluir que, de acordo com o diagnóstico nutricional, metade da amostra de pacientes com DPOC apresenta peso normal, enquanto que a outra metade engloba proporções iguais de obesidade e baixo peso. A composição corporal determinada através de BIA e antropometria apresentaram boa fiabilidade e correlação com DEXA e os três métodos revelaram precisão clínica satisfatória.

Fonte: Br J Nutr. 2006 Jul; 96(1):86-92
 
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