01-Ago-2010
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Extractos de espargos contra a ressaca Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
Recente estudo Coreano sugere que um extracto de espargos pode aumentar a função de enzimas hepáticas e aumentar o metabolismo do álcool. Os resultados, publicados no Journal of Food Science, indicam que os extractos podem ser obtidos a partir das porções geralmente rejeitadas pelos produtores, como as folhas, constituindo uma fonte barata de bioactivos.

Estes resultados fornecem evidência bioquímica do método pelo qual a A. officinalis exerce as suas funções biológicas, incluindo a redução da ressaca de álcool e a protecção das células hepáticas contra tóxicos”, explicaram os investigadores.

Os extratos de brotos e folhas de espargos foram testados para descobrir se poderiam reduzir a toxicidade do fígado em células hepáticas humanas expostas a peróxido de hidrogênio. De acordo com os resultados, o teor nutricional, nomeadamente em aminoácidos e minerais inorgânicos, foi superior nas folhas do que nos brotos. Quando o extracto da folha foi testado nos hepatócitos, os investigadores mediram o grau de formação de espécies reactivas de oxigénio durante a exposição a peróxido de hidrogénio, e verificaram uma redução de 70%. Para além disso, a toxicidade do peróxido de hidrogénio e do etanol para as células foi também reduzida pelos extractos de folhas e brotos de A. officinalis.

O impacto dos extractos de espargos nas duas enzimas-chave que metabolizam o álcool foi também estudado, tendo sido observado que ambas, álcool desidrogenase e aldeído desidrogenase, foram reguladas por mais de duas vezes em resposta aos extractos.

Uma vez que o excesso de álcool leva à formação de espécies reactivas de oxigénio nas suas vias metabólicas, a eliminação de etanol dependente da álcool desidrogenase constitui o princípio envolvido na protecção das células contra o stress oxidativo (…) Os nossos resultados sugerem que extractos de A.officinalis exercem um largo espectro de actividades incluindo uma forte actividade antioxidante e capacidade de actuar como um potente factor catalítico para estimular a actividade enzimática necessária para a metabolização do álcool”, concluíram.

Fonte: Journal of Food Science, 2009. Published online
 
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