01-Ago-2010
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Fibra solúvel pode beneficiar indivíduos com síndrome do cólon irritável Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
A adição de fibra solúvel à dieta pode melhorar os sintomas associados ao síndrome do cólon irritável, enquanto a fibra insolúvel pode piorar os efeitos, revela um estudo publicado no British Medical Journal. Os indivíduos com síndrome do cólon irritável (SCI) seleccionados para receber um suplemento de fibra solúvel (psyllium) demonstraram uma redução de 90 pontos na severidade dos seus sintomas, quase o dobro dos níveis observados no grupo placebo.

Neste ensaio randomizado em pacientes de cuidados primários com SCI, a suplementação com psyllium resultou numa proporção significativamente maior de pacientes com melhoria dos sintomas comparativamente à suplementação placebo”, explicaram os investigadores.

Não se conhecem os números precisos de indivíduos com SCI nos EUA, uma vez que muitas pessoas com sintomas ligeiros não consultam o médico, mas pensa-se que rondem os 15-30 milhões. Esta condição de longo-prazo, que afecta mais mulheres que homens, envolve desconforto abdominal acompanhado de diarreia ou obstipação. Embora não coloque em risco a vida das pessoas e não conduza a outros problemas de saúde mais sérios, o SCI não tem tratamento. Actualmente, a intervenção envolve a gestão dos sintomas.

Os investigadores, da University Medical Center Utrecht, recrutaram 275 indivíduos com SCI entre os 18 e os 65 anos de idade e distribuiram-nos aleatoriamente para um dos três grupos: suplemento diário de fibra solúvel (10g de psyllium), suplemento diário de fibra insolúvel (10g de farelo) ou suplemento diário placebo (10g de farinha de arroz) durante 3 meses.

Tal como o nome indica, a fibra solúvel dissolve-se em água e encontra-se em frutas e legumes. Por outro lado, a fibra insolúvel contém celulose, hemicelulose e linhina e não se dissolve em água, estando maioritariamente presente em cereais.

Apenas 64, 56 e 56% dos participantes de cada grupo finalizaram o estudo. Nestes, a severidade dos sintomas desceu cerca de 90 pontos no grupo psyllium, em comparação a 49 e 58 pontos nos grupos placebo e farelo, respectivamente.

Fonte: British Medical Journal 2009;
 
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