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| Níveis elevados de folato associados à redução do risco de Alzheimer |
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Indivíduos que apresentem uma ingestão elevada de folato, tanto através da dieta como através de suplementos, podem ter um risco reduzido de desenvolver doença de Alzheimer, sugere um estudo recente publicado no Archives of Neurology, uma das revistas da JAMA/Archives.
De acordo com este estudo prevê-se que em 2047 a prevalência da doença de Alzheimer quadruplique, pelo que o retardamento do desenvolvimento desta doença neurodegenerativa diminuiria significativamente as suas consequências negativas. Os investigadores suspeitam que níveis elevados do aminoácido homocisteína no sangue, que está associado a um risco elevado de doenças cardiovasculares (DCV) e enfarte, possa também aumentar o risco de desenvolver doença de Alzheimer. O folato, a vitamina B12 e a vitamina B6 são importantes para o metabolismo da homocisteína e, por isso, deficiências nestes nutrientes aumentam os níveis de homocisteína, podendo contribuir para DCV, enfarte e demência. José A. Luchsinger e colegas, da Columbia University Medical Center, examinaram, entrevistaram e avaliaram as dietas de 965 indivíduos sem demência, entre 1992 e 1994, acompanhando-os durante cerca de 6 anos para investigar o possível desenvolvimento de doença de Alzheimer. Ao longo do estudo, 192 participantes desenvolveram doença de Alzheimer, verificando-se que o risco de desenvolver esta doença era mais reduzido nos grupos que apresentavam uma ingestão mais elevada de folato. A ingestão elevada de folato foi moderadamente correlacionada com níveis reduzidos de homocisteína, “sugerindo indirectamente que um nível mais reduzido de homocisteína é um potencial mecanismo para a associação entre a ingestão elevada de folato e o baixo risco de doença de Alzheimer”, afirmaram os autores. Não se podem, no entanto, tirar conclusões definitivas acerca do papel do folato no desenvolvimento da doença de Alzheimer. “Assim, a decisão de aumentar a ingestão de folato para prevenir a doença de Alzheimer deverá aguardar a realização de ensaios clínicos”, concluíram os autores. Fonte: Luchsinger JA, Tang MX, Miller J, Green R, Mayeux R. Relation of Higher Folate Intake to Lower Risk of Alzheimer Disease in the Elderly. Arch Neurol, 2007; 64: 86-92. |
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