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| Ingestão aumentada de folato pode reduzir sintomas depressivos em homens |
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Estudo Japonês com 500 participantes, sugere que uma ingestão aumentada de folato pode reduzir em cerca de 50% a incidência de depressão em homens. Estes benefícios não se verificaram em mulheres e não foram detectados quaisquer efeitos benéficos resultantes de uma ingestão aumentada de ácidos gordos n-3 em nenhum dos géneros.
“No nosso conhecimento, este é o primeiro estudo a apresentar estas associações conduzido numa população não Ocidental, com a utilização de metodologias validadas para a avaliação de sintomas depressivos e ingestão de nutrientes”, afirmou o investigador principal, Kentaro Murakami, do International Medical Center of Japan e do National Institute of Health and Nutrition. “Embora seja necessária mais estudos de investigação para confirmar a causalidade desta associação, a modificação dietética para aumentar a ingestão de folato pode ser uma estratégia importante para a prevenção da depressão”. Este estudo contribui para o crescente corpo de investigação que associa a ingestão de folato e ácido fólico à melhoria do humor e disposição. Os investigadores avaliaram a ingestão dietética de ácidos gordos n-3, folato e outras vitaminas do complexo B em 517 indivíduos Japoneses (idade média de 42.7 anos, 208 mulheres) através de um breve questionário de história alimentar de auto-preenchimento. Os sintomas depressivos foram avaliados através da escala do Center for Epidemiologic Studies Depression (CES-D). Relativamente à amostra 36% dos homens e 37% das mulheres revelaram sintomas depressivos e os investigadores verificaram que níveis elevados de folato estavam associados a uma menor ocorrência de sintomas depressivos nos homens, mas não nas mulheres. De facto, os indivíduos do género masculino com maior ingestão média (235 µg/ 100 Kcal) apresentaram 50% menor probabilidade de desenvolver sintomas depressivos do que os homens com menor ingestão média (119 µg/ 100 Kcal). Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre os sintomas depressivos e a ingestão de riboflavina, piridoxina, cobalamina e ácidos gordos n-3, em ambos os géneros. “Não podemos excluir a possibilidade de que a relação entre a ingestão de folato e sintomas depressivos possa ser explicada por outros componentes benéficos de uma dieta rica em folato, uma vez que tal dieta é geralmente rica em vitaminas B como a riboflavina e piridoxina, e a prevalência de sintomas depressivos tende a diminuir com a ingestão elevada dessas vitaminas, embora sem significado estatístico”, explicaram os investigadores. Fonte: Nutrition (Elsevier). Published on-line ahead of print, doi: 10.1016/j.nut.2007.10.013 |
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