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| Mais suporte científico no papel da inulina e oligofrutose na saúde óssea |
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Cientistas brasileiros referem que a suplementação dietética com fibras dietéticas solúveis, inulina e oligofrutose, potencia a absorção de cálcio em cerca de 40%, em ratos, resultados estes que aumentam as evidências científicas relativas à associação dos prebióticos com a melhoria da saúde óssea. As fibras são maioritariamente usadas como substitutos da gordura e açúcar e têm sido cada vez mais associadas a efeitos gastrointestinais benéficos, devido à sua acção como prebióticos na promoção do crescimento de populações benéficas da microflora intestinal. Neste estudo, os investigadores dividiram 16 ratos machos em dois grupos e alimentaram-nos com uma dieta controlo contendo 7,5g de cálcio/Kg, durante 23 dias. Num grupo de oito animais a dieta foi suplementada com 5% de inulina e oligofrutose. A densidade mineral óssea no fémur foi 0,02g/cm mais elevada no grupo suplementado, quando comparado com o grupo controlo. As propriedades biomecânicas, medidas de força óssea, também aumentaram significativamente no grupo suplementado.
“Estes resultados indicam um importante papel dos fruto-oligossacáridos (inulina e oligofrutose) na manutenção de ossos saudáveis”, afirmou o investigador principal Alexandre Lobo, da Universidade de São Paulo. O mecanismo destes benefícios tem sido discutido em estudos anteriores. Pensa-se que os prebióticos agem através da alteração da flora do cólon: a inulina actua como “combustível” selectivo para esta flora modificada, que é mantida metabolicamente activa no intestino. Este padrão de fermentação selectiva resulta na produção de ácidos gordos de cadeia curta, que diminuem o seu pH no cólon, melhorando a solubilidade do cálcio existente.
“Assumindo que o risco de fractura resulta de uma perda progressiva de massa óssea na idade adulta e que essa perda é menor em pessoas que formam massa óssea mais eficazmente na infância e adolescência, a inulina e oligofrutose podem ser consideradas componentes alimentares com propriedades potenciadoras da saúde óssea em idades jovens”, concluiram os investigadores. |
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