| Isoflavonas não prejudicam coagulação sanguínea |
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Estudo Brasileiro revela que as isoflavonas de soja, apesar da sua fraca actividade estrogénica, não afectam adversamente a coagulação sanguínea.
Os resultados do estudo randomizado, duplamente cego e controlado com placebo, fornecem um incentivo seguro para a administração de isoflavonas em mulheres pós-menopáusicas, que tomam regularmente estes suplementos como alternativa à terapia de substituição hormonal. “Estes resultados, embora necessitem de mais estudos, revelam que o tratamento pós-menopáusico com isoflavonas de soja não resulta na activação da cascata de coagulação, sugerindo que as isoflavonas de soja não têm efeitos estrogénicos biologicamente significativos no sistema hemostático”, explicou a investigadora principal Danyelle Rios. As isoflavonas de soja têm sido associadas a inúmeros efeitos benéficos para a saúde, incluindo a promoção da saúde cardíaca e a manutenção da saúde óssea em mulheres pós-menopáusicas. Têm também sido estudadas pelo seu papel na prevenção do cancro e no retardamento do processo de envelhecimento em mulheres perimenopáusicas. De forma a verificar o papel das isoflavonas nos factores de coagulação sanguínea, os investigadores recrutaram 47 mulheres pós-menopáusicas para receberem um suplemento diário de isoflavonas (40mg) ou um placebo de caseína (40mg), durante 6 meses. Foram medidos vários biomarcadores relacionados com a coagulação sanguínea, como factores VII e X e fibrinogénio, no início e final do estudo. Não foram observadas alterações estatisticamente significativas nos níveis das variáveis sanguíneas durante o estudo como resultado da suplementação com isoflavonas. No entanto, foram detectadas reduções significativas nas concentrações plasmáticas dos fragmentos 1 e 2 de protrombina, enquanto que ambos os grupos revelaram alterações nos níveis de antitrombina, proteína C e proteína S livre. “Os nossos resultados sugerem que as isoflavonas de soja não exercem efeitos adversos nos inibidores de coagulação, uma vez que as alterações observadas não diferem significativamente entre os dois grupos”, afirmaram. Fonte: Nutrition (Elsevier), Published on-line ahead of print, doi:10.1016/j.nut.2007.10.009 |
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