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| Microfibras: futuros ingredientes funcionais? |
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Estudo recente sugere que as fibras insolúveis micronizadas – reduzidas à escala do mícron – podem alterar favoravelmente a saúde intestinal de hamsters, podendo ser traduzidas em ingredientes importantes para alimentos funcionais.
Os investigadores da China’s National Chiayi University revelaram que a micronização a alta pressão da fibra da laranja a um nível de 5% pode afectar positivamente a função e saúde intestinal. “Os nossos resultados demonstraram também que a dimensão das partículas pode não ser o único factor a afectar as características e funções fisiológicas das fibras, uma vez que os modos de processamento e as respectivas dimensões das partículas foram também cruciais para os seus benefícios fisiológicos (...) Este estudo traz algumas hipóteses para as diferentes potenciais aplicações da tecnologia micron na indústria alimentar e fornece à indústria oportunidades para desenvolver novas fórmulas de alimentos funcionais ricos em fibra”, explicaram os autores. As fibras insolúveis contêm hemicelulose e lenhina e não se dissolvem em água, ao contrário das fibras solúveis. São encontradas no trigo ou farelo de cereais e na maioria dos vegetais e frutas. O seu consumo tem sido associado a um risco reduzido de obesidade e diabetes tipo 2. Os investigadores utilizaram o processo de micronização a alta pressão para reduzir a dimensão das partículas da fracção insolúvel das fibras de Citrus sinensis L. Cv. Liucheng. Estas fibras micronizadas – dimensão entre 6,3 e 11,4 µm – foram então administradas a hamsters e foram medidas alterações nos parâmetros da saúde intestinal. Foram observadas reduções significativas na concentração de amónia no cego (redução de 37%), aumento de 164% na mistura fecal e redução de 28,5% nas enzimas mucinases nas fezes. “Estes resultados sugerem que a incorporação de fibras insolúveis micronizadas na dieta a um nível de 5% pode exercer um efeito favorável na melhoria da função e saúde intestinal”, afirmaram os investigadores. Embora este estudo tenha sido realizado em hamsters, e assim não extrapolado para humanos, os autores sugerem que o processo de redução da dimensão das partículas de fibras insolúveis e a sua aplicação em alimentos funcionais, pode levar a benefícios directos na indústria alimentar. Fonte: Journal of Food Science, 2007, 72 (8): S618-S621. |
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