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| Campanhas de prevenção da obesidade infantil não estão a atingir os pais |
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Investigadores do Deakin’s Centre for Physical Activity and Nutrition Research avaliaram mais de 1200 famílias com o objectivo de saber se os pais se preocupavam com o peso das suas crianças e se tomavam qualquer acção preventiva para evitar a obesidade.
O estudo revelou que 89% dos pais de crianças de 5-6 anos de idade com excesso de peso e 63% dos pais de crianças de 10-12 anos de idade com excesso de peso não tinham consciência do excesso de peso dos seus filhos. Revelou também que 71% dos pais de crianças de 5-6 anos de idade com excesso de peso e 43% dos pais de crianças de 10-12 anos de idade com excesso de peso não consideravam o peso dos seus filhos um problema. “Estes resultados são bastante preocupantes e sugerem que as campanhas de prevenção da obesidade infantil não estão a atingir os pais”, afirmou o responsável do Centro, Professor David Crawford. “Os pais são parte integrante da primeira linha de batalha para reverter a tendência da obesidade nas crianças; é portanto essencial que estejam informados e conheçam estratégias práticas que possam facilmente incorporar nas suas vidas diárias”. O Professor Crawford acrescenta também que não era de todo surpreendente o facto de muitos pais estarem inconscientes do excesso de peso dos filhos, dado que “muitos adultos não são capazes de reconhecer o excesso de peso neles próprios”. Sugeriu algumas das razões para a falta de reconhecimento do excesso de peso na infância como o facto de alguns pais, principalmente mães, tenderem a julgar o excesso de peso pelo facto de os filhos serem gozados na escola devido ao peso ou pelo desenvolvimento de limitações na actividade física. Apesar da incapacidade dos pais para reconhecer um problema de peso nos seus filhos, uma proporção substancial de pais revelou aplicar várias estratégias para ajudar a prevenir os seus filhos de um aumento de peso excessivo. As estratégias mais utilizadas foram: promoção de uma dieta equilibrada, promoção de actividade física, redução do consumo de fast-food, restrição do teor de açúcar e gordura e promoção de maior consumo de fruta. Embora estes dados sejam encorajadores, menos de 10% dos pais aumentaram o consumo de fruta e legumes como uma potencial estratégia de controlo de peso e poucos revelaram a tentativa de limitar ou reduzir o consumo de bebidas com elevado teor energético e o visionamento de televisão. Fonte: http://www.deakin.edu.au/news/ |
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