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| Omega-3 pode prevenir complicações relacionadas com a obesidade |
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O consumo aumentado de ácidos gordos omega-3 pode proteger contra danos hepáticos relacionados com a obesidade, que podem levar ao desenvolvimento de diabetes, sugere um estudo Espanhol.
De acordo com o estudo animal, dois tipos de lípidos derivados dos ácidos gordos omega-3 foram responsáveis pelo efeito protector – protectinas e resolvinas. “O nosso estudo demonstra pela primeira vez que os lípidos protectinas e resolvinas, derivados dos omega-3, podem realmente reduzir a probababilidade de complicações hepáticas, como esteatose hepática e insulino-resistência, em indivíduos obesos”, afirmaram os investigadores da Universidade de Barcelona. Estudos anteriores implicaram os omega-3 em benefícios protectores contra obesidade e diabetes e o novo estudo contribui para o crescente corpo de evidências. Vários estudos já comprovaram os efeitos benéficos dos ácidos gordos omega-3 – ácido eicosapentaenóico (EPA) e docosahexaenóico (DHA) – na saúde cardiovascular e cognitiva. Outras áreas potenciais incluem o humor e comportamento, visão, risco de cancro e desenvolvimento infantil. Os investigadores estudaram 4 grupos de ratos com uma alteração genética, sendo obesos e diabéticos (ratos ob/ob). A um grupo foi administrada uma dieta enriquecida em omega-3, a outro uma dieta controlo, ao 3º grupo DHA e ao último apenas a resolvina. Após 5 semanas de intervenção, os investigadores demonstraram que os ratos com a dieta enriquecida com omega-3 revelaram menor inflamação hepática, aumento da tolerância à insulina e melhoria da esteatose hepática. Para além disso, os omega-3 inibiram a formação de eicosanóides derivados de ácidos gordos omega-6, relacionados com a inflamação, enquanto que foi desencadeada a formação de resolvinas e protectinas derivadas dos omega-3. “Estes resultados revelam acções benéficas dos ácidos gordos poliinsaturados omega-3 e seus lípidos autacóides bioactivos na prevenção de insulino-resistência e esteatose hepática induzidas pela obesidade”, concluíram os investigadores. Fonte: FASEB Journal. Published online ahead of print, doi:10.1096/fj.08-125674 |
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