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| Estudo de revisão critica ética e abordagem da investigação acerca do controlo do peso |
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Artigo de revisão indica que as alegações feitas pelos investigadores em controlo do peso são especulativas e não representam os dados de forma precisa, concluindo que são necessárias abordagens alternativas.
A avaliação e o controlo do peso corporal é uma grande prioridade na política de saúde à luz das tendências actuais da obesidade. Vários estudos têm sugerido que um elevado índice de massa corporal (IMC) aumenta o risco de doenças relacionadas com o estilo de vida. A indústria alimentar tem seguido rumo ao controlo de peso através do controlo da ingestão energética. O objectivo principal da indústria é trabalhar para um mandato para reduzir os teores de açúcar e gordura saturada nos produtos, enquanto que novos alimentos funcionais e suplementos são orientados no sentido de tornar mais fácil “fazer dieta” através do aumento da saciedade ou bloqueando a absorção de gordura, por exemplo. Lucy Aphramor, da Coventry University (Reino Unido), afirma que os dados epidemiológicos não indicam que as pessoas com excesso de peso morrem necessariamente mais cedo do que as normoponderais. “A investigação em controlo de peso parece ocupar um lugar vazio onde os desvios da conduta científica regular são facilmente tolerados, por exemplo, o suporte contínuo de programas de investigação que não revelam adequadamente um efeito adverso, ou que recaiem na aceitação de pressupostos comuns, que são insuficientemente apoiados por dados, o que pode apontar para uma falta de rigor nas decisões éticas da investigação em matéria de controlo de peso”, afirmou. A influência da ideologia na selecção e publicação de resultados pode ter implicações não intencionais no bem-estar dos participantes e ocultar outras abordagens à política de saúde. A investigadora chegou à sua conclusão após uma revisão narrativa de todos os artigos focados na perda de peso publicados no The Journal of Human Nutrition and Dietetics entre Janeiro de 2004 e Dezembro de 2008. Revelou que os estudos enquadram, infalivelmente, a gordura como uma condição patológica que depende principalmente do controlo pessoal através da modificação volitiva dos hábitos alimentares e de exercício físico. O aconselhamento acerca do controlo de peso tende a ser justificado por recomendações que alegam que a perda de peso terá uma variedade de benefícios, desde uma maior aptidão metabólica para aliviar condições musculo-esqueléticas a uma menor discriminação. “A crença no valor da perda de peso é tão convicta que o enquadramento do estudo pode nem sempre ser explicitamente articulado”, afirmou. A investigadora propõe que a abordagem do peso está no caminho de outra abordagem para o bem-estar – “saúde em todos os tamanhos” (HAES, “health at every size”). Esta abordagem defende a adopção de uma abordagem no sentido da alteração dos estilos de vida, neutra quanto ao peso, cujo objectivo é a modificação dos comportamentos de saúde, mais do que a alteração do peso. Para além de encorajar a auto-estima das pessoas, independentemente do peso, a abordagem HAES ensina as pessoas a comer intuitivamente e a depender de sinais internos em vez de regulações externas. Fonte: Nutrition Journal 2010; 9: 30 |
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