04-Fev-2012
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Prebióticos podem reverter estadios iniciais de cancro do cólon Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
Os produtos da fermentação prebiótica no intestino podem prevenir o crescimento e promover a morte de células cancerígenas no cólon, sugere estudo Alemão. De acordo com o estudo publicado no British Journal of Nutrition, quando células do cólon representando estadios iniciais e avançados de cancro do cólon são expostas a ácidos gordos de cadeia curta, produzidos durante a fermentação de fibras prebióticas pela flora bacteriana do cólon, as células de estadios iniciais respondem de forma mais sensível.

Uma vez que as células iniciais se revelaram mais sensíveis, estes resultados podem ter implicações importantes para a quimioprevenção quando traduzidas para a situação in vivo, dado que a sobrevivência de células iniciais transformadas pode ser reduzida”, afirmaram os investigadores do Institute for Nutrition, Universidade de Friedrich-Schiller, Jena.

Foram utilizados produtos de fermentação preparados através da incubação de amostras de bactérias de fezes com o prebiótico Beneo Orafti’s Synergy1, composto por uma mistura de inulina enriquecida com oligofrutose.

Os investigadores usaram dois grupos de linhas de células do cólon humano, um como modelo de estadio inicial de cancro do cólon e o outro como modelo de estadio avançado. As células foram expostas aos produtos de fermentação prebiótica obtidos pela incubação de amostras de bactérias de fezes com Synergy1 ou uma mistura de fermentação sintética.

Após a incubação com Synergy1, verificou-se um aumento nos níveis de ácidos gordos de cadeia curta e uma diminuição no ácido deoxicólico (um ácido biliar), em comparação com a amostra controlo. Em comparação com as células HT29, as células LT97 responderam de forma mais sensível às actividades inibitórias do crescimento. Para além disso, verificou-se um aumento significativo na acção de uma proteína associada à morte celular programada (apoptose).

Os resultados deste estudo indicam efeitos inibitórios do crescimento e indutores de apoptose da fermentação de fracções sobrenadantes de inulina”, concluíram os investigadores.

Fonte: British Journal of Nutrition 2009; 102(5): 663-671.
 
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