| Probióticos associados a menor risco de eczema |
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A suplementação com probióticos durante a gestação e após o nascimento da criança pode reduzir a incidência de eczema, sugere um estudo recente realizado na Suécia.
O estudo, publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology, revela que, embora não tenha sido observado um efeito preventivo de eczema entre todas as crianças, a suplementação probiótica em crianças cujas mães apresentavam alergias conduziu a reduções significativas na incidência de eczema. “Embora não tenha sido confirmado o efeito preventivo dos probióticos a nível do eczema infantil, as crianças suplementadas apresentaram menores níveis de IgE associada ao eczema aos 2 anos de idade, conduzindo provavelmente a um risco reduzido de desenvolver doenças respiratórias alérgicas”, afirmou o autor principal Thomas Abrahamsson do Linkoping University Hospital. O eczema, também conhecido por dermatite atópica, é um dos primeiros sinais de alergia durante os primeiros dias de vida e pensa-se que será devido a um atraso no desenvolvimento do sistema imunitário. De acordo com a American Academy of Dermatologists, afecta cerca de 10 a 20% das crianças, sendo que em cerca de metade destas crianças o eczema desaparecerá entre os 5 e os 15 anos de idade. O estudo incluiu 188 famílias com doenças alérgicas. As mães foram recrutadas para receber suplementos diários de Lactobacillus reuteri (BioGaia, 100 milhões de unidades de colónias) ou suplementos placebo desde a 36ª semana de gestação. Depois do nascimento, as crianças foram suplementadas com o mesmo produto durante os primeiros 12 meses de vida, tendo sido acompanhados até aos 24 meses de idade. A incidência de eczema foi semelhante entre os dois grupos (cerca de 35%). No entanto, o grupo suplementado com L.reuteri apresentou menores níveis de IgE associada a eczema durante o segundo ano (8% vs 20%, respectivamente). A imunoglobulina E (IgE) é o principal anticorpo associado a uma resposta alérgica. A reactividade das crianças ao teste prick, um teste comum para alergias, foi também menos frequente no grupo suplementado com probióticos, sendo esta redução mais significativa nas crianças com mães alérgicas – 14% vs 31%, respectivamente. “Os mecanismos de acção propostos dos probióticos incluem melhoria da função de barreira intestinal, degradação de macromoléculas e influência no sistema imunitário intestinal (...) Uma vez que as crianças sensibilizadas com eczema apresentam maior risco de desenvolvimento futuro de asma alérgica e rinoconjuntivite, estão garantidos estudos acerca do prognóstico em crianças mais velhas, assim como os possíveis mecanismos por detrás deste efeito”, concluíram os autores. Fonte: Journal of Allergy and Clinical Immunology, 2007, 119 (5), 1174-1180. |
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