| Probióticos podem atenuar problemas gastrointestinais em indivíduos com VIH/SIDA |
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Estudo de investigadores Africanos e Canadianos sugere que a suplementação com probióticos pode atenuar sintomas gastrointestinais como diarreia e náuseas em indivíduos com VIH e SIDA.
A ocorrência de diarreia foi atenuada pela administração de suplementos probióticos em 24 indivíduos com VIH/SIDA na região africana do sub-Sahara, uma população em que muitos sofrem efeitos debilitantes da diarreia e apenas poucos têm acesso à terapia antiretroviral. “Este é o primeiro estudo a demonstrar benefícios de iogurtes probióticos na qualidade de vida de mulheres com VIH/SIDA na Nigéria e sugere que talvez um simples alimento fermentado pode ajudar no tratamento da epidemia da SIDA em África”, afirmou o investigador principal Kingsley Anukam. Os investigadores, da University of Benin, Benson Idahosa University e Canadian Research and Development Centre for Probiotics na University of Western Ontario, recrutaram 24 mulheres com VIH/SIDA, com idades entre os 18 e os 44 anos e com sinais clínicos de diarreia moderada, e dividiram-nas para receber um iogurte normal ou um iogurte probiótico (100 ml) durante 15 dias. “Dado o recorde dos probióticos no alívio da diarreia, o iogurte convencional, fermentado com Lactobacillus delbruekii var bulgaricus e Streptococcus thermophilus foi suplementado com o probiótico Lactobacillus rhamnosus GR-1 e L. reuteri RC-14”, explicaram os investigadores. As participantes não se encontravam sob terapia antiretroviral ou suplementos dietéticos e a média da contagem de linfócitos T CD4 (células do sistema imunitário atacadas pelo vírus) era superior a 200. No fim do período de intervenção, os investigadores verificaram que a ocorrência de diarreia, flatulência e nauseas foi atenuada em todas as 12 participantes que receberam o iogurte probiótico, em comparação a apenas 2 das 12 com o iogurte controlo. Para além disso, a contagem média de CD4 permaneceu inalterada em 92% do grupo probiótico (11/12 participantes), enquanto que no grupo controlo, a contagem permaneceu a mesma em apenas 25% da amostra (3/12 participantes). A contagem dos linfócitos no grupo probiótico foi de 5.8 biliões/L no início, tendo subido para 6.0 biliões/L no fim da intervenção. Após 15 dias do término da intervenção, o nível de linfócitos sofreu uma redução para 5.4 biliões/L. O estudo, embora de pequena dimensão e duração, sugere que os probióticos podem desempenhar um papel importante na melhoria da qualidade de vida em indivíduos com VIH/SIDA, particularmente em áreas onde a diarreia é uma condição debilitante. Fonte: Journal of Clinical Gastroenterology. Published online ahead of print, January 2008, doi: 10.1097/MCG.0b013e31802c7465 |
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