04-Fev-2012
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Proteínas do ovo podem reduzir a pressão arterial Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
Estudo recente do Canadá sugere que as proteínas presentes nos ovos cozidos e fritos podem reduzir a pressão arterial e reduzir potencialmente o risco de doença cardiovascular. As observações tradicionais sobre os ovos, e particularmente sobre o seu teor de colesterol, tem levado a algumas recomendações para evitar o consumo de ovos de forma a melhorar a saúde cardíaca. No entanto, este estudo, publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, sugere que as proteínas provenientes dos ovos podem beneficiar a saúde cardiovascular.

De acordo com os resultados, as proteínas presentes nos ovos cozidos e fritos podem ser convertidas por enzimas no estômago e intestino delgado para produzir péptidos com actividade inibidora do enzima de conversão da angiotensina (ECA).

Os inibidores ECA (IECA) actuam pela inibição da conversão da angiotensina I no potente vasoconstrictor angiotensina II e, consequentemente, melhorando o fluxo sanguíneo e a pressão arterial.

Os nossos resultados revelam que a digestão in vitro de ovos confeccionados pode gerar potentes péptidos inibidores do ECA, o que pode ter implicações na prevenção da doença cardiovascular, incluindo a hipertensão”, afirmaram os investigadores da Universidade de Alberta.

A hipertensão arterial, definida pela presença de uma pressão arterial sistólica e diastólica superior a 140 e 90 mmHg, respectivamente, é um factor de risco major para doença cardiovascular, uma doença que causa quase 50% das mortes na Europa.

Os efeitos demonstrados são específicos para as proteínas presentes nos ovos e o efeito da gordura presente nos ovos fritos não foi considerada.

Os investigadores utilizaram um sistema modelo do estômago e intestino delgado para simular as condições gastrointestinais humanas. Os ovos fritos e cozidos passaram pelo modelo e os produtos péptidos foram medidos.

As proteínas dos ovos fritos demonstraram maior inibição ECA do que as proteínas dos ovos cozidos. Esta disparidade pode ter sido devida a diferenças na temperatura de cozedura (170 vs 100 ºC) ou a diferenças na taxa de aquecimento – os ovos fritos têm um tratamento térmico quase idêntico, enquanto que o processo de cozedura produz um gradiente da superfície para dentro do núcleo do ovo.

Já é mais do que altura para dismistificar a relação entre os ovos e a doença cardíaca e colocá-los correctamente nos nossos menus, onde podem ser uma valiosa contribuição para uma dieta saudável e equilibrada”, concluíram.

Fonte: Journal of Agricultural and Food Chemistry 2009, 57(2): 471-477.
 
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