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| Soja pode melhorar os sintomas do síndrome metabólico |
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Estudo recente sugere que a substituição dietética da carne vermelha por soja melhora vários aspectos do síndrome metabólico em mulheres pós-menopáusicas.
“Verificámos que a soja, como substituto da carne vermelha num plano alimentar DASH, apresenta efeitos benéficos em sintomas do síndrome metabólico”, explicou a investigadora Leila Azadbakht da Iran’s Isfahan University of Medical Sciences. “Embora alguns estudos tenham estudado os efeitos do consumo de soja no síndrome metabólico em animais, no nosso parecer, este é o primeiro estudo no qual tal efeito foi avaliado em humanos”. O síndrome metabólico é uma condição caracterizada por obesidade central, hipertensão e distúrbios no metabolismo da glicose e insulina. O síndrome tem sido associado a riscos aumentados de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Estima-se que cerca de 15% dos adultos Europeus sejam afectados pelo síndrome metabólico, enquanto que a estatística Norte-Americana é estimada em 32%. Os investigadores recrutaram 42 mulheres pós-menopáusicas com síndrome metabólico, definido como: circunferência da cintura superior a 88 cm, níveis séricos de HDL-colesterol reduzidos (inferiores a 50 mg/dL), níveis elevados de triglicéridos séricos (pelo menos 150 mg/dL), pressão arterial elevada (pelo menos 130/85 mmHg) e níveis de glicose fora dos níveis tolerados (homeostase). Todas as mulheres seguiram uma dieta standard durante 3 semanas, após as quais foram aleatoriamente destinadas para um dos seguintes programas alimentares:
Os níveis de colesterol total apresentaram uma redução de 4.2%, 9.2% e 12.2% quando seguida a dieta controlo, proteína de soja e grão de soja, respectivamente. Os níveis de LDL-colesterol foram reduzidos em 6.3%, 10.6% e 13.8% para as mesmas dietas, respectivamente. Nos níveis de apolipoproteína B (apoB) também se verificou uma redução de 18.8%, 23.4% e 26.4% como resultado da dieta controlo, proteína de soja e grão de soja, respectivamente. A apoB é a principal apolipoproteína do LDL-colesterol e é responsável pelo transporte do colesterol para os tecidos. Em concentrações elevadas, tem sido associada à formação da placa aterogénica nos vasos sanguíneos, embora o mecanismo não seja ainda totalmente claro. Não foram observadas diferenças significativas na pressão arterial entre os 3 grupos. “Os nossos resultados sugerem que o consumo do grão de soja a curto prazo pode reduzir a insulino-resistência e melhorar o controlo glicémico e concentrações lipídicas em mulheres pós-menopáusicas com síndrome metabólico”, afirmaram os investigadores. A explicação por detrás dos aparentes benefícios da dieta DASH com grão de soja pode ser devida à combinação de isoflavonas e de elevados teores de gordura insaturada, que “pode sinergisticamente resultar num benefício óptimo”. Fonte: Am J Clin Nutr, Março 2007, 85: 735-741. |
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