18-Mai-2012
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Soja pode melhorar os sintomas do síndrome metabólico Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
Estudo recente sugere que a substituição dietética da carne vermelha por soja melhora vários aspectos do síndrome metabólico em mulheres pós-menopáusicas.
Verificámos que a soja, como substituto da carne vermelha num plano alimentar DASH, apresenta efeitos benéficos em sintomas do síndrome metabólico”, explicou a investigadora Leila Azadbakht da Iran’s Isfahan University of Medical Sciences. “Embora alguns estudos tenham estudado os efeitos do consumo de soja no síndrome metabólico em animais, no nosso parecer, este é o primeiro estudo no qual tal efeito foi avaliado em humanos”.

O síndrome metabólico é uma condição caracterizada por obesidade central, hipertensão e distúrbios no metabolismo da glicose e insulina. O síndrome tem sido associado a riscos aumentados de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Estima-se que cerca de 15% dos adultos Europeus sejam afectados pelo síndrome metabólico, enquanto que a estatística Norte-Americana é estimada em 32%.

Os investigadores recrutaram 42 mulheres pós-menopáusicas com síndrome metabólico, definido como: circunferência da cintura superior a 88 cm, níveis séricos de HDL-colesterol reduzidos (inferiores a 50 mg/dL), níveis elevados de triglicéridos séricos (pelo menos 150 mg/dL), pressão arterial elevada (pelo menos 130/85 mmHg) e níveis de glicose fora dos níveis tolerados (homeostase).

Todas as mulheres seguiram uma dieta standard durante 3 semanas, após as quais foram aleatoriamente destinadas para um dos seguintes programas alimentares:
  • dieta controlo – DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension);
  • dieta DASH com substituição de uma porção de carne vermelha por 30g de grão de soja;
  • dieta DASH com substituição de uma porção de carne vermelha por 30g de proteína de soja.
Quando comparadas as 3 dietas, os investigadores verificaram que os efeitos mais significativos resultaram da dieta com grão de soja. A dieta com proteína de soja também apresentou melhores resultados que a dieta controlo em diversos factores.

Os níveis de colesterol total apresentaram uma redução de 4.2%, 9.2% e 12.2% quando seguida a dieta controlo, proteína de soja e grão de soja, respectivamente. Os níveis de LDL-colesterol foram reduzidos em 6.3%, 10.6% e 13.8% para as mesmas dietas, respectivamente.

Nos níveis de apolipoproteína B (apoB) também se verificou uma redução de 18.8%, 23.4% e 26.4% como resultado da dieta controlo, proteína de soja e grão de soja, respectivamente. A apoB é a principal apolipoproteína do LDL-colesterol e é responsável pelo transporte do colesterol para os tecidos. Em concentrações elevadas, tem sido associada à formação da placa aterogénica nos vasos sanguíneos, embora o mecanismo não seja ainda totalmente claro.

Não foram observadas diferenças significativas na pressão arterial entre os 3 grupos.

Os nossos resultados sugerem que o consumo do grão de soja a curto prazo pode reduzir a insulino-resistência e melhorar o controlo glicémico e concentrações lipídicas em mulheres pós-menopáusicas com síndrome metabólico”, afirmaram os investigadores.

A explicação por detrás dos aparentes benefícios da dieta DASH com grão de soja pode ser devida à combinação de isoflavonas e de elevados teores de gordura insaturada, que “pode
sinergisticamente resultar num benefício óptimo”.

Fonte: Am J Clin Nutr, Março 2007, 85: 735-741.

 
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