01-Ago-2010
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Consumo de uvas pretas diminui factores de risco para DCV Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
Estudo Espanhol sugere que as uvas pretas ricas em fibras e antioxidantes podem reduzir os factores de risco para a doença cardiovascular mais do que outras fontes de fibra.
Os níveis de colesterol total e LDL-col foram reduzidos em cerca de 9% em 34 indivíduos que receberam um suplemento de diário de fibra dietética antioxidante de uva preta durante 16 semanas. Para além disso, a pressão arterial foi também reduzida em 5%, revelaram os investigadores da Universidad Complutense de Madrid.

A fibra dietética antioxidante presente na uva preta demonstrou efeitos significativamente redutores no perfil lipídico e pressão arterial. Os efeitos parecem ser mais elevados do que os causados por outras fibras dietéticas, como a fibra de trigo ou psyllium, provavelmente devido ao efeito combinado da fibra dietética e antioxidantes”, afirmaram os investigadores.

Os resultados sugerem que a fibra rica em antioxidantes pode ser um ingrediente interessante para o crescimento do mercado da saúde cardíaca, já que a doença cardiovascular (DCV) causa cerca de 50% das mortes na Europa.

O estudo contou com a participação de 21 indivíduos com níveis normais de colesterol (normocolesterolémicos) e 13 indivíduos com níveis elevados (hipercolesterolémicos) recebendo cada um um suplemento diário de 7,5g de fibra dietética antioxidante de uva preta, resultando numa dose diária de 5,25g de fibra e 1500mg de polifenóis. Foi também incluído no estudo um grupo controlo de 9 indivíduos não fumadores.

No fim das 16 semanas de intervenção, para além das reduções dos níveis de colesterol total e LDL-col (ambos 9%), os indivíduos hipercolesterolémicos revelaram maiores efeitos benéficos, com uma redução do colesterol total e LDL-col de 14,2% e 11,6%, respectivamente. Adicionalmente, este subgrupo revelou também uma redução de 18,6% nos níveis de triglicéridos sanguíneos.

A combinação da fibra dietética e antioxidantes presentes nas uvas pode explicar porque é que os potenciais efeitos benéficos excedem os anteriormente associados à fibra de trigo ou psyllium.

A fibra antioxidante das uvas contém teores relativamente elevados de proantocianidinas (taninos condensados), que são parcialmente biodisponíveis no intestino delgado, mas a maior parte atinge o cólon, onde podem fornecer um maior estado antioxidante. A ingestão dietética de fibra nos países Ocidentais é estimada em cerca de 20g. A incorporação de 7,5g/dia de fibra antioxidante de uva numa dieta usual fornecerá uma ingestão dietética de fibra próxima das recomendações actuais (25-30g/dia), para além de uma quantidade significativa de polifenóis”. concluíram.

Fonte: Nutrition (Elsevier), 2008. Published online ahead of print.
 
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