04-Fev-2012
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Vegetais crucíferos relacionados com menor risco de asma Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
Estudo recente publicado na Clinical Immunology sugere que um composto presente nos brócolos e outros vegetais crucíferos pode ajudar a proteger contra a asma e outras condições relativas a inflamações respiratórias.

De acordo com o estudo, o consumo de brócolos levou a um aumento nos níveis de enzimas antioxidantes associadas à protecção das vias respiratórias humanas contra os danos oxidativos dos tecidos, que levam à inflamação e condições respiratórias como a asma.

Este é um dos primeiros estudos a demonstrar que os brócolos – uma fonte alimentar de fácil disponibilidade – oferecem potentes efeitos biológicos na estimulação da resposta antioxidante em humanos”, afirmaram os investigadores da David Geffen School of Medicine, UCLA.

O tecido dos vegetais crucíferos, como os brócolos, couve-flor, repolho e couves de Bruxelas, contém elevados níveis dos químicos activos glucosinatos. Estes são metabolizados pelo organismo em isotiocianatos, conhecidos pela potente acção anti-carcinonogénica. O principal isotiocianato dos brócolos é o sulforafano.

Encontrámos um aumento nos enzimas antioxidantes nas células das vias respiratórias nasais dos participantes do estudo que ingeriram uma preparação de brócolos. Esta estratégia pode oferecer uma protecção contra processos inflamatórios e pode levar a potenciais tratamentos para uma variedade de condições respiratórias”, explicaram.

Os investigadores recrutaram 65 participantes e distribuíram-nos para receber brócolos contendo variadas doses de sulforafanos ou alfafa sem sulforafanos, durante três dias. As lavagens das fossas nasais foram recolhidas antes e depois do estudo para quantificar a expressão génica de enzimas antioxidantes, incluindo glutationa-s-transferase M1 (GSTM1), glutationa-s-transferase P1 (GSTP1), NADPH quinona oxidoredutase (NQO1) e hemoxigenase-1 (HO-1) nas células das vias respiratórias superiores.

Não foram reportados quaisquer efeitos adversos pelos participantes, enquanto que as lavagens nasais revelaram uma indução significativa e dose-dependente de enzimas antioxidantes nas dosagens de brócolos a partir dos 100g, quando comparados com o grupo placebo. De facto, numa dose de 200g (a máxima testada), foram observados aumentos de 101% na GSTP1 e 199% na NQO1.

Uma grande vantagem do sulforafano é que parece aumentar uma ampla gama de enzimas antioxidantes, que podem ajudar a eficácia do composto na protecção de efeitos nocivos da poluição do ar (…) Os resultados do estudo fornecem informações vitais para o planeamento de futuros ensaios clínicos ”, afirmaram os investigadores.

Fonte: Clinical Immunology 2009, 130(3): 244-251.
 
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