01-Ago-2010
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Vitamina D obtida por exposição solar diminui a incidência de cancro da mama Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
De acordo com um estudo recente da Universidade da Califórnia, níveis elevados de vitamina D provenientes da exposição à luz solar, particularmente ultravioleta B (UVB), pode reduzir a incidência de cancro da mama.
Correlacionando dados da epidemiologia do cancro de 107 países, os investigadores verificaram que os níveis sanguíneos elevados de vitamina D e a localização geográfica próxima do equador estavam associados a uma menor incidência de cancro da mama.

Este é o primeiro estudo, no nosso conhecimento, a revelar que níveis séricos de vitamina D elevados estão associados a menores taxas de incidência de cancro da mama a nível mundial”, afirmaram os investigadores.

Um crescente corpo de evidências tem associado a vitamina D a incidências reduzidas de cancro, mas o aumento dos níveis de vitamina D via luz solar ou suplementos tem sido alvo de constante debate.

A vitamina D refere-se a 2 precursores biologicamente inactivos – D3 (colecalciferol) e D2 (ergocalciferol). Ambos os precursores são hidroxilados no fígado e rins para formar 25-hidroxivitamina D (25(OH)D), a forma de armazenamento inactiva e 1,25-dihidroxivitamina D (1,25(OH)2D), a forma biologicamente activa controlada pelo organismo.

Os investigadores utilizaram dados provenientes do GLOBOCAN, uma ferramenta desenvolvida pela World Health Organization's International Agency for Research on Cancer, para avaliar a incidência de cancro da mama e níveis de vitamina D3, proveniente da exposição a UVB) em 107 países.

Foi observada uma relação dose-resposta entre os níveis sanguíneos de vitamina D e a incidência de cancro da mama e os níveis da vitamina D estavam correlacionados com a exposição solar.

Os resultados do presente estudo são consistentes com os 4 estudos observacionais que reportaram uma associação inversa entre a ingestão oral de vitamina D e o risco de cancro da mama”, explicaram.

A vitamina D e os seus metabolitos podem reduzir a incidência de vários tipos de cancro pela inibição da angiogénese tumoral, estimulação da aderência mútua das células e pela optimização da comunicação entre as junções intercelulares, inibindo assim a proliferação. O metabolito mais activo – 1,25(OH)D2, tem sido associado à inibição da mitose de células epiteliais mamárias.

É necessária uma actuação da comunidade da saúde pública para assegurar a ingestão adequada de vitamina D3 e encorajar a exposição segura à luz solar em mulheres cujo tipo de pele as permita bronzear e não queimar facilmente (...) Estamos alarmados pelas potenciais consequências deste estudo e aconselhamos as mulheres a seguirem um programa seguro de protecção solar incluindo o uso de protectores solares resistentes aos UV e a evitarem absolutamente o uso de solários ”, concluíram.

Fonte: The Breast Journal, 2008, 14(3): 255-60.
 
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