05-Fev-2012
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Mais suporte científico para a capacidade anti-aterogénica do zinco Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
Investigadores da National University of Singapore revelaram em 2006, no Free Radical Biology and Medicine, que a suplementação de uma dieta com elevado teor de colesterol com zinco reduz a formação de lesões na artérias de coelhos, embora os efeitos não estivessem associados a modificações nos níveis de colesterol.


Em vez disso, a diminuição das lesões ateroscleróticas foi associada à redução das concentrações teciduais de ferro, condição previamente considerada como promotora catalítica das reacções de radicais livres e do desenvolvimento de arteriosclerose. Os resultados da sua última investigação nesta área foram publicados na mesma revista este mês.


O novo estudo envolveu 2 grupos de coelhos brancos da Nova Zelândia, ambos submetidos a uma dieta hipercolesterolémica, durante um período de 8 semanas. Um dos grupos recebeu também uma suplementação com cerca de 1g/Kg peso de zinco. Um grupo controlo foi alimentado comum uma dieta normal.


O objectivo dos investigadores consistiu em examinar o papel do zinco na peroxidação lipídica em relação à arteriosclerose. Os resultados demonstraram que a suplementação com zinco não teve um impacto significativo no aumento dos níveis sanguíneos de colesterol em animais com dieta hipercolesterolémica, mas sim na redução da acumulação dos níveis de colesterol total nas paredes arteriais.


No grupo da dieta hipercolesterolémica, os níveis de concentração de colesterol aproximaram-se de 11,5 mg/g de tecido, quando comparados com cerca de 4,5 mg/g de tecido no grupo da dieta hipercolesterolémica suplementada com zinco.


As áreas transversais médias da lesão aórtica rondaram 3mm2 no grupo da dieta rica em colesterol e apenas 1,5mm2 no grupo da dieta rica em colesterol suplementada com zinco.


Foram também observados níveis elevados de produtos da oxidação do colesterol (5,6-alfa e beta epóxidos de colesterol, 7-beta-hidroxicolesterol e 7-cetocolesterol) na aorta.


Os nossos resultados indicam que o zinco tem um efeito anti-aterogénico, possivelmente devido a uma redução nas reacções de radicais livres, catalisadas pelo ferro”, afirmaram os investigadores. “Uma vez que alguns grupos da população apresentam uma ingestão dietética insuficiente de zinco, ou níveis teciduais reduzidos, a suplementação da dieta dos humanos em risco de arteriosclerose com zinco deve ser considerada como um forte candidato para posteriores investigações clínicas.”


No entanto, os investigadores realçaram que o mecanismo de acção é ainda desconhecido, embora vários estudos demonstrem que a suplementação com zinco pode reduzir os danos oxidativos. Uma vez que o zinco não é um composto redox activo, provavelmente não agirá directamente como antioxidante.


Fonte: Zinc supplementation inhibits lipid peroxidation and the development of atherosclerosis in rabbits fed a high cholesterol diet. Free Radical Biology and Medicine (2007); 42: 559-566.

 
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