08-Fev-2012
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Suplementação com zinco e redução da mortalidade em crianças Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
Estudo conduzido por investigadores na Johns Hopkins Bloomberg School of Public concluiu que a suplementação diária com zinco reduz em 18% o risco de morte em crianças com idades compreendidas entre 12 e 48 meses.

O zinco é um dos elementos-traço mais abundantes no organismo, a seguir ao ferro. É responsável pela mediação de várias funções fisiológicas e é considerado essencial à manutenção de um sistema imunitário saudável.

O estudo examinou se a suplementação com zinco beneficiaria crianças de áreas com elevada prevalência de malária que, juntamente com a pneumonia e diarreia, correspondem a 45% das mortes anuais de crianças a nível mundial.

Este estudo demonstra que os benefícios da suplementação com zinco incluem uma redução na mortalidade, para além da redução dos casos de pneumonia, diarreia e malária, observados em estudos anteriores”, afirmou Robert Black, investigador principal.

O estudo envolveu 42.546 crianças de Zanzibar, metade das quais receberam suplementos de zinco, enquanto que a outra metade recebeu um suplemento placebo.

Foi observada uma redução de 7% no risco de mortalidade com a suplementação de zinco, embora estatisticamente não significativa, e uma redução significativa de 18% na mortalidade em crianças com idades entre 12 e 48 meses.

De acordo com os investigadores, a interacção entre os efeitos do zinco e a idade é consistente com os resultados de outros estudos. Os investigadores afirmaram que é possível que as crianças adquiram quantidades suficientes de zinco no útero e através da amamentação para as manterem durante o primeiro ano de vida. A não verificação deste efeito nas crianças mais novas pode também ser resultado das baixas doses de zinco administradas, em comparação com doses elevadas dadas a crianças mais velhas. No estudo, as crianças mais novas receberam uma dose de 5mg enquanto que as crianças a partir dos 12 meses receberam uma dose de 10mg.

Embora sejam necessárias investigações futuras para avaliar os efeitos com doses superiores, a recomendação para o uso do zinco como uma estratégia preventiva terá de considerar as evidências colectivas do efeito no crescimento, morbilidade e mortalidade, que sugerem benefícios em crianças a partir dos 6 meses”, explicaram os investigadores.

Fonte: The Lancet, Março 2007, 369 (9565): 927-934
 
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